Açúcar reage e fecha em alta nos mercados internacionais
23-01-2026

Os preços do açúcar encerraram a sessão desta quinta-feira (22) em alta nas bolsas internacionais, refletindo um movimento de recuperação após as recentes oscilações.

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto avançaram de forma generalizada. O vencimento março/26 subiu 0,22 cent e fechou a 14,96 centavos de dólar por libra-peso. O maio/26 registrou alta de 0,16 cent, cotado a 14,50 cents/lbp, enquanto o julho/26 também avançou 0,16 cent, encerrando a 14,49 cents/lbp. Já o contrato outubro/26 teve valorização de 0,14 cent, com fechamento a 14,79 cents/lbp.

Londres

No mercado europeu, o açúcar branco acompanhou o movimento positivo observado em Nova York. Em Londres, o contrato março/26 teve ganho de US$ 4,80 e encerrou o dia a US$ 425,90 a tonelada. O maio/26 avançou US$ 4,90, negociado a US$ 425,50 a tonelada. O vencimento agosto/26 subiu US$ 5,00, para US$ 421,20 a tonelada, enquanto o outubro/26 registrou alta de US$ 4,30, fechando a US$ 419,20 a tonelada.

Análise

Conforme análise do Barchart, noticiada pelo portal Notícias Agrícolas, o real alcançou nesta sessão o maior nível em cerca de um mês e meio frente ao dólar, movimento que incentivou o fechamento de posições vendidas nos contratos futuros do açúcar. A valorização da moeda brasileira tende a desestimular as exportações, reduzindo a pressão vendedora por parte dos produtores no mercado internacional.

Mercado doméstico

Em contrapartida, no mercado interno, o açúcar cristal apresentou leve ajuste negativo, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi comercializada pelas usinas a R$ 104,59, recuo de 0,07% em relação ao dia anterior. No acumulado de janeiro, o indicador ainda aponta desvalorização de 4,91%.

Etanol hidratado

De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado apresentou leve recuperação nesta quarta-feira (22). O biocombustível foi negociado a R$ 3.164,50 o m³, com alta de 0,03% em relação ao dia anterior, quando havia sido cotado a R$ 3.163,50 o m³. No acumulado de janeiro, o indicador segue apontando valorização de 4,10%, reforçando o movimento positivo no mês, apesar das oscilações diárias.

Mariana Navarro
Agência UDOP de Notícias