Açúcar se recupera no início da semana com petróleo e tensão geopolítica no radar
12-05-2026

Segunda-feira (11) começa com recuperação nas bolsas internacionais, enquanto mercado físico brasileiro mantém ritmo mais cauteloso.

O mercado do açúcar iniciou a semana em alta nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (11), revertendo parte das perdas registradas nos últimos pregões e trazendo um ambiente mais positivo para as cotações externas.

Em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam em valorização. O julho/26 avançou 0,22 cent, encerrando o dia a 14,91 cents de dólar por libra-peso. O outubro/26 subiu 0,23 cent, para 15,39 cents/lbp, enquanto o março/27 ganhou 0,24 cent, fechando a 16,23 cents/lbp. Os demais vencimentos também registraram altas moderadas.

Londres

Na ICE Europe, o açúcar branco acompanhou o movimento positivo. O contrato agosto/26 avançou US$ 5,30, sendo negociado a US$ 437,30 a tonelada. O outubro/26 subiu US$ 4,50, para US$ 436,80, enquanto o dezembro/26 ganhou US$ 3,80, encerrando a US$ 439,80 a tonelada. As demais posições também fecharam no campo positivo.

Mercado interno

No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, apresentou estabilidade nesta segunda-feira (11). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 96,60, com leve alta de 0,01%.

Mesmo com o ajuste positivo no dia, o indicador ainda acumula queda de 1,34% em maio, refletindo um mercado físico mais pressionado neste início de safra.

Análise

Segundo informações publicadas pelo portal Notícias Agrícolas, a recuperação das cotações foi impulsionada principalmente pela forte valorização do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.

O mercado reagiu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o impasse nas negociações com o Irã, além das ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

Com os combustíveis mais caros, cresce a expectativa de maior direcionamento da cana para a produção de etanol no Brasil, reduzindo potencialmente a oferta de açúcar no mercado internacional.

Ainda segundo o portal, o Citigroup revisou para baixo sua projeção para a produção brasileira de açúcar na safra 2026/27, estimando 39,5 milhões de toneladas, abaixo das projeções divulgadas anteriormente pela Conab.

Etanol

No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.345,50 por metro cúbico, com recuo de 0,85% no comparativo diário.

No acumulado do mês, o indicador registra baixa de 2,51%, mantendo o cenário de pressão sobre os preços do biocombustível.

Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias