Açúcar sustenta alta no exterior e mercado interno segue em ajuste no início de maio
06-05-2026

Terça-feira (5) mantém viés positivo nas bolsas internacionais, enquanto mercado físico brasileiro recua de forma moderada.

O mercado do açúcar seguiu em alta nas bolsas internacionais nesta terça-feira (5), dando continuidade ao movimento positivo observado no início da semana.

Em Nova York, os contratos do açúcar bruto avançaram novamente. O julho/26 subiu 0,08 cent, sendo negociado a 15,37 cents de dólar por libra-peso. O outubro/26 teve alta de 0,07 cent, para 15,83 cents/lbp, enquanto o março/27 também avançou 0,07 cent, encerrando a 16,63 cents/lbp. Os demais vencimentos também acompanharam o movimento, indicando sustentação nas cotações.

Londres

Na ICE Europe, o açúcar branco também registrou valorização. O contrato agosto/26 subiu US$ 5,70, sendo negociado a US$ 452,20 a tonelada. O outubro/26 avançou US$ 5,80, para US$ 452,50, enquanto o dezembro/26 ganhou US$ 6,60, encerrando a US$ 456,00 a tonelada. Os demais contratos apresentaram altas consistentes.

Mercado interno

No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou queda de 0,41% nesta terça-feira (5). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 97,43.

No acumulado de maio, o indicador recua 0,49%, refletindo um início de mês ainda pressionado pelo avanço da safra e pela maior disponibilidade no mercado físico.

Etanol

No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.400,00 por metro cúbico, com recuo de 0,33% no comparativo diário.

No acumulado do mês, o indicador registra queda de 0,25%, mantendo o cenário de leve ajuste após as perdas mais intensas registradas em abril.

Análise

Segundo o portal Notícias Agrícolas, um dos principais fatores de sustentação das cotações é a recente valorização da gasolina, que aumenta a competitividade do etanol e incentiva o direcionamento da cana para o biocombustível.

O portal também destaca que a valorização do real frente ao dólar tem impacto sobre o mercado, ao reduzir o estímulo às exportações brasileiras de açúcar.

Além disso, revisões nas estimativas globais indicam perspectiva de menor oferta, com maior produção de etanol em detrimento do açúcar. No Brasil, dados recentes confirmam essa tendência, com queda na produção e redução do mix açucareiro na primeira quinzena da safra 2026/27.

Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias