Agronegócio emprega 28,58 milhões e bate recorde no 3º tri de 2025
13-02-2026

Participação do setor no mercado de trabalho sobe para 26,35% e supera média nacional

Por Andréia Vital

O agronegócio brasileiro empregou 28,58 milhões de pessoas no terceiro trimestre de 2025, alta de 2% em relação ao mesmo período de 2024, o equivalente a quase 569 mil trabalhadores a mais. Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Trata-se do maior contingente já registrado para um trimestre na série histórica iniciada em 2012.

No mesmo intervalo, o total de ocupados no Brasil cresceu 1,3%, com acréscimo de cerca de 1,37 milhão de pessoas. Com desempenho acima da média nacional, o agronegócio ampliou sua participação no mercado de trabalho para 26,35%, ante 26,15% um ano antes.

No segmento de insumos, o número de trabalhadores avançou 1,5% na comparação anual. Apenas a indústria de rações não registrou crescimento. Fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas lideraram a expansão do emprego, movimento associado ao fortalecimento da produção agropecuária e à maior demanda por tecnologia e insumos no campo.

Dentro da porteira, a população ocupada aumentou 0,7%, com crescimento tanto na agricultura quanto na pecuária. Na agroindústria, o avanço foi de 1%. Entre as atividades de base agrícola, destacaram-se vestuário e acessórios, bebidas, móveis de madeira e etanol. Já na base pecuária, o aumento do emprego foi puxado pelo abate de animais e pela indústria de laticínios.

Os agrosserviços registraram a maior variação, com alta de 4,5% frente ao terceiro trimestre de 2024. O desempenho reflete a retomada das atividades agroindustriais e o dinamismo da agropecuária, sustentado por expectativas de safras elevadas e manutenção de níveis robustos de abate. Esse movimento ampliou a demanda por serviços ligados ao processamento, transporte e comercialização, reforçando o papel do agronegócio como um dos principais vetores de geração de emprego no país.