Argentina deve registrar aumento na produção de açúcar na safra 2026/27, aponta USDA
04-05-2026
O adido do órgão norte-americano também projeta um avanço de 15% nas exportações
A produção de açúcar da Argentina deve alcançar 2 milhões de toneladas na safra 2026/27, impulsionada pelo aumento da disponibilidade de cana-de-açúcar devido a melhores condições climáticas, segundo relatório do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Buenos Aires.
No comparativo com a temporada passada, a produção açucareira argentina deve crescer 9%. O USDA também prevê um aumento nas exportações de 15%, para 600 mil toneladas na temporada 2026/27.
Entre o volume exportado, o país deve enviar 150 mil toneladas de açúcar bruto e 450 mil toneladas de açúcar refinado. O principal mercado do açúcar bruto argentino são os Estados Unidos, enquanto o produto refinado é majoritariamente destinado para o Chile.
De acordo com o adido do USDA, a safra de cana-de-açúcar deve chegar a aproximadamente 26,5 milhões de toneladas em 2026/27, frente a cerca de 25,1 milhões de toneladas na atual temporada.
O órgão norte-americano avalia que o aumento marginal da área de plantio de cana na safra 2026/27 (422 mil hectares), a redução de eventos climáticos adversos e a consolidação da indústria de açúcar da Argentina são alguns dos fatores que explicam a expansão do mercado açucareiro.
O relatório também destaca que o setor sucroenergético argentino continua fortemente integrado à produção de etanol, o que influencia a alocação da cana entre o açúcar e o biocombustível. A previsão do USDA é de que a fabricação de etanol na Argentina alcance aproximadamente os 630 milhões de litros em 2026/27.
O consumo doméstico de açúcar permanecerá relativamente estável em 2026/27, estimado em torno de 1,4 milhão de toneladas, o que permite ampliar o excedente exportável. Quanto à demanda interna pelo biocombustível oriundo da cana-de-açúcar, 570 milhões de litros devem atender ao público em geral e 60 milhões de litros devem ser utilizados como insumo industrial.
Fonte: DATAGRO

