Bioeletricidade pode ter novas regras com a Reforma Tributária e desafiar estratégia das usinas
03-07-2026
Especialistas discutirão os impactos das novas regras tributárias sobre a comercialização de energia, a formação de preços, os créditos fiscais e a competitividade da bioeletricidade durante o Bioenergy Tax Summit, no dia 29 de julho, em Sertãozinho (SP)
A Reforma Tributária promete transformar profundamente a cadeia sucroenergética, e um dos segmentos que mais deve sentir os efeitos das novas regras é a BIOELETRICIDADE.
As mudanças no modelo de tributação, na compensação de créditos fiscais, na comercialização de energia e na geração distribuída estarão entre os temas centrais do Bioenergy Tax Summit, que reunirá especialistas do setor elétrico e tributário para discutir os desafios e as oportunidades que se abrem para usinas e agentes do mercado.
A bioeletricidade terá espaço de destaque na programação do evento pela presença de José Antonio Sorge, engenheiro eletricista, mestre em Engenharia Elétrica pela USP e sócio-administrador da Ágora Energia, e por Eduardo Jacyntho Sorge, economista, graduado em Ciências Econômicas pela UNESP, com MBA em Finanças pela FGV-SP e também sócio da Ágora Energia.
Os especialistas apresentarão em diferentes painéis uma visão estratégica sobre os impactos da Reforma Tributária no setor elétrico e nas relações comerciais envolvendo a bioeletricidade, o que exigirá rápida adequação do setor sucroenergético.
Nova lógica tributária exigirá adaptação do mercado
Segundo José Antonio Sorge, a Reforma Tributária traz mudanças importantes para toda a cadeia sucroenergética e, consequentemente, para o mercado de bioeletricidade.
"A Reforma Tributária traz uma nova configuração na cadeia sucroenergética com a transição para o sistema de IVA Dual e como consequência para o mercado de bioeletricidade e cogeração. Atenção para a compensação de créditos com maior abrangência e alternativas de recuperação e a tributação no destino (venda de eletricidade no mercado livre ou mercado regulado)", pontua José Antonio.
Além das alterações relacionadas aos créditos tributários, o especialista destaca que o novo sistema também trará mudanças na dinâmica de tributação das operações do setor elétrico.
Conhecimento será decisivo para reduzir riscos e aproveitar oportunidades
Para José Antonio Sorge, compreender antecipadamente as mudanças será fundamental para que empresas e profissionais consigam se adaptar ao novo ambiente tributário.
"A Reforma Tributária impacta todas as atividades no país, com menor ou maior grau de mudanças em relação ao atual regime. Haverá uma transição gradual até sua vigência plena. Seminários com este conteúdo qualificado e com opiniões de empresários e consultores de renome no mercado são excelente oportunidade para que profissionais, direta ou indiretamente envolvidos com a cadeia sucroenergética, possam se preparar adequadamente e tomar decisões e ações prévias para maximizar benefícios e mitigar eventuais ônus em seus negócios."
Painel discutirá tendências, mercado e relações comerciais
Durante o Bioenergy Tax Summit, José Antonio Sorge e Eduardo Jacyntho Sorge apresentarão uma visão estratégica sobre o futuro da bioeletricidade no Brasil, abordando desde as tendências do setor elétrico até os impactos tributários nas operações das usinas.
"Queremos trazer ao evento a visão do setor elétrico brasileiro em relação à bioeletricidade e cogeração, as tendências e as perspectivas deste mercado, os desafios para as usinas vendedoras e para compradores da energia gerada e os particulares impactos que a Reforma Tributária trará para estas relações comerciais entre estes agentes", afirma Eduardo Sorge.
Além das perspectivas para o mercado, o painel discutirá como as novas regras poderão influenciar a comercialização de energia, a formação de preços, a compensação de créditos tributários, os contratos entre geradores e consumidores e as oportunidades decorrentes da abertura do mercado livre de energia.
Avanços importantes, mas desafios de adaptação
Na avaliação dos especialistas, a Reforma Tributária representa uma oportunidade de modernização do segmento, mas também exigirá planejamento das empresas durante a fase de transição.
"No nosso entendimento a Reforma Tributária juntamente com a Lei 15.259, que moderniza alguns setores do Setor Elétrico, traz avanços e traz desafios complexos de adaptação. O segmento da bioeletricidade caminhará mais facilmente para uma economia de baixo carbono e terá oportunidades com a abertura do mercado livre para a baixa tensão a partir de 2028, mas é preciso atenção às incertezas regulatórias e fiscais durante a transição, como por exemplo a revisão de incentivos fiscais e pressões eventuais sobre o fluxo de caixa", analisa.
Segundo eles, compreender esse novo ambiente regulatório e tributário será fundamental para que usinas, comercializadoras, consumidores e demais agentes do setor possam tomar decisões mais seguras e aproveitar as oportunidades criadas pelo novo sistema.
Evento reunirá grandes especialistas do país
Considerado o mais completo encontro sobre os impactos da Reforma Tributária na cadeia da cana-de-açúcar, o Bioenergy Tax Summit reunirá tributaristas, consultores, executivos, empresários, produtores rurais e especialistas dos diversos segmentos da cadeia bioenergética para discutir os reflexos do novo sistema tributário sobre a produção agrícola, indústria, bioeletricidade, comercialização, prestação de serviços, fornecimento de equipamentos e insumos.
Bioenergy Tax Summit

