Bioenergia ganha espaço em seminário da STAB no Nordeste
19-05-2026

Diretor da Fenasucro & Agrocana discutirá transição energética

Andréia Vital

O avanço da bioenergia e o papel do Brasil na transição energética estarão entre os temas centrais do 27º Seminário Regional sobre Cana-de-Açúcar, promovido pela Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil (STAB Regional Setentrional), em Recife – PE. O encontro será realizado entre hoje (19) e quinta-feira (21), na sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), reunindo representantes do setor sucroenergético, especialistas e profissionais da cadeia produtiva.

Entre os participantes está o diretor da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone, que fará palestra sobre os desafios e oportunidades ligados à expansão dos biocombustíveis e das novas rotas energéticas. A apresentação está programada para terça-feira (19), às 15h30, com o tema “Brasil: a Arábia Saudita da bioenergia? Como liderar a megatendência global que começa no campo”.

O executivo deve abordar a posição do país na produção de energia renovável, além das perspectivas para combustíveis sustentáveis, inovação tecnológica e integração entre os diferentes segmentos da cadeia bioenergética. A discussão ocorre em um momento de ampliação dos debates sobre descarbonização e segurança energética, com maior interesse internacional em soluções ligadas ao etanol, biometano e SAF.

Durante a participação no seminário, Montabone também apresentará temas que estarão em discussão na 32ª edição da Fenasucro & Agrocana, programada para ocorrer entre 11 e 14 de agosto, em Sertãozinho – SP. A feira reúne empresas, fornecedores e representantes do setor sucroenergético ligados a tecnologia, equipamentos, serviços e bioenergia.

Segundo o diretor, o Nordeste mantém relevância histórica e estratégica para o desenvolvimento da cadeia da cana-de-açúcar no Brasil. “O Nordeste teve papel fundamental no desenvolvimento do setor sucroenergético e segue estratégico para as discussões sobre inovação, competitividade e bioenergia”, afirmou.