Bisturi Canavieiro aumenta a produtividade da cana-soca e longevidade dos canaviais
09-12-2025

O produtor rural Edilson Maia é um dos personagens mais incríveis do setor bioenergético. Faz parte de sua missão de vida desenvolver práticas e equipamentos para proporcionar sustentabilidade para a atividade da cana-de-açúcar.

Uma recente criação é o Bisturi Canavieiro, segundo Edilson, não é só um implemento. “Ele impõe a você buscar dentro do seu conhecimento aquilo que faz com que a cana possa responder. Você tem que ter os conhecimentos de solo, de planta, de nutrição, de fisiologia vegetal. Ele possibilita aplicar tudo o que a planta precisa na condição certa, na hora certa e na condição de profundidade necessária. Por exemplo, plantamos uma cana e colocamos o fósforo no fundo do suco, isso é comum. Só que, após seis, sete anos, queremos que a planta responda do mesmo jeito, não vai responder. Mas com o Bisturi será possível realizar aplicações no sulco das linhas da cana-soca.”

O Bisturi não é um cortador de soqueira, sua função é diminuir o atrito e oferecer a condição de corte que vai a 40 centímetros dessas navalhas. Por isso se chama Bisturi. As navalhas cortam de forma que não prejudique a touceira. Corta onde tem e onde não tem. Onde tem, contribui para a soqueira remanescente, onde não tem, planta-se a cana de forma vertical.

Com o Bisturi, colocasse biológico, fungicida, nematicida. Os produtos líquidos saem por um bico reto de alta pressão que vai a 20, 30 centímetros. E há uma ou duas caixas para a aplicação dos sólidos. É preciso ter umidade para o uso do Bisturi - chuva, irrigação ou fertirrigação. Tanto para cortar como para fazer a mergulhia da nova muda.

Edilson usou o Bisturi em área que ia para reforma e que havia passado por incêndio, com produtividade entre 35 e 40 toneladas por hectare. Após o uso do Bisturi, a produtividade saltou para 70 toneladas na área de cana de ano e 90 na de 18 meses.

A inovação será trabalhada para chegar ao mercado.

Confira: