Brasil ampliou em 11% volume de embalagens de defensivos recicladas em 2025
22-01-2026
Quase 76 mil toneladas tiveram destinação adequada no ano passado, segundo instituto nacional
Por Clarice Couto — Para o Valor, de São Paulo
O Brasil conseguiu em 2025 dar destinação adequada a quase 76 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, 11% mais do que no ano anterior. Com isso, atingiu novo recorde de mais de 902 mil toneladas de embalagens recicladas, coprocessadas ou incineradas desde 2002 - ano de início da operação do Sistema Campo Limpo, programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas gerido pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV).
Pelo sistema, todas as embalagens vazias coletadas recebem destinação adequada: 92% é reciclado e o restante, encaminhado para coprocessamento e incineração, segundo nota do inpEV.
Estados com forte atuação agrícola naturalmente se destacaram no recolhimento das embalagens. Do total recebido no ano passado, 30% veio de Mato Grosso, 11% do Paraná, 9% do Rio Grande do Sul, 9% de São Paulo, 8% de Goiás, 8% da Bahia, 7% de Mato Grosso do Sul e 6% de Minas Gerais, de acordo com o instituto.
O Sistema Campo Limpo funciona com responsabilidades compartilhadas entre diferentes elos da cadeia agrícola, incluindo indústrias fornecedoras de insumos, distribuidoras e produtores rurais. Em todo o País, há 411 unidades de recebimento de embalagens vazias, onde elas são separadas por tipos de materiais e outras categorias. Após essa etapa, o inpEV faz a logística reversa dos envases para as empresas recicladoras ou incineradoras.
O instituto realiza ainda ações itinerantes de recebimento de embalagens, para alcançar pequenos agricultores mais distantes dos postos fixos. São cerca de 4 mil eventos por ano, que alcançam mais de 2 milhões de propriedades rurais.
A resina obtida na reciclagem também vem sendo utilizada como matéria-prima de 38 artefatos homologados, entre os quais postes de sinalização para o trânsito, tubos para esgoto, dormentes ferroviários e novas embalagens para defensivos agrícolas.
“O Sistema Campo Limpo prova que, quando todos assumem sua parte, é possível gerar resultados concretos para o meio ambiente e para a sociedade”, disse Marcelo Okamura, diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), entidade que representa a indústria dentro do Sistema.
Fonte: Globo Rural

