Caeté investe em automação e energia solar para reduzir custos da irrigação
05-11-2026

A escassez de mão de obra desafia a expansão da irrigação na cana-de-açúcar. Na Usina Caeté, a resposta passa pela automação e pelo uso de energia solar. Durante o Tour da CanaOnline em São Miguel dos Campos (AL), o superintendente Mário Sérgio Matias apresentou iniciativas para reduzir a demanda por profissionais e os custos operacionais.

Segundo Matias, a mão de obra representa de 45% a 50% do custo da irrigação. Para enfrentar a escassez e a necessidade de qualificação, a empresa está na segunda fase de automação, com foco inicial nas mais de 70 captações de água das duas unidades.

Uma central de monitoramento da irrigação concentra operações como ligar e desligar bombas e ajustar a vazão. Nas próximas etapas, a automação avançará para os equipamentos de irrigação, incluindo pivôs e gotejamento. A meta é reduzir em cerca de 70% a necessidade de mão de obra na atividade.

Outra frente é a substituição dos geradores a diesel dos pivôs lineares por energia solar. O projeto prevê painéis sobre a estrutura de tubulação e um banco de baterias com inversores no lugar do grupo gerador. A energia produzida durante o dia será armazenada para permitir a movimentação das torres também à noite.

O primeiro módulo será testado nesta safra. Se a prova de conceito for bem-sucedida, a expectativa é converter todos esses equipamentos para energia solar nos próximos dois anos.

Além de reduzir o consumo de diesel e as emissões, a mudança busca diminuir os gastos com manutenção dos grupos geradores, estimados por Matias entre R$ 3,5 milhões e R$ 4 milhões por ano. A proposta é direcionar recursos para a transição energética, combinando economia operacional e benefícios ambientais.

Confira vídeo completo