Café abre em alta em Nova York devido a preocupações com La Niña
31-07-2024

No mercado de café no Brasil, há procura por grãos graúdos e de melhor qualidade — Foto: Canva/ Creative Commoms
No mercado de café no Brasil, há procura por grãos graúdos e de melhor qualidade — Foto: Canva/ Creative Commoms

Açúcar também sobe na abertura da sessão; cacau e algodão caem

Por Isadora Camargo — São Paulo

Nesta quarta-feira (31/7), as cotações do café na bolsa de Nova York continuam ganhando tração e sobem 1,50% para os contratos com o mesmo vencimento. O valor do grão abre a sessão na bolsa americana a US$ 2,3305 por libra-peso.

Sem mudanças nos fundamentos técnicos, o arábica vem atingindo seus maiores patamares com uma preocupação com o La Niña, que pode afetar a safra 2025-26.

Segundo Eduardo Carvalhaes, do escritório Carvalhaes, há procura por grãos graúdos e de melhor qualidade no Brasil, o que faz os preços domésticos também subirem.

Cacau

A volatilidade continua no mercado do cacau, como indicavam analistas de mercado. Os contratos com vencimento para dezembro caem 0,38% e operam a US$ 7.047 a tonelada, depois de uma realização de lucros na véspera.

Embora a expectativa positiva com as safras africanas, em especial de Gana, que é o segundo maior produtor de cacau do mundo, investidores agem na incertezas de como ficará a oferta para a indústria.

Açúcar

Nas negociações do açúcar demerara, os contratos futuros com prazo para março de 2025 operam em alta de 0,15%, cotados a 19,47 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com Lívea Coda, analista de açúcar e etanol da Hedgepoint, os preços dos últimos dias foram impulsionados por números da safra brasileira abaixo do esperado, após a divulgação da Unica no dia 25.

“No entanto, o cenário no médio prazo continua sendo mais baixista. No Brasil, o Centro-Sul ainda deve alcançar uma boa produção de açúcar em 24/25, e países como a Índia e a Tailândia podem ter um clima favorável este ano, o que deve permitir uma produção maior”, observa, em nota.

Algodão

algodão, contudo, cai 0,25% nos lotes para março de 2025 e estão precificados nesta manhã a 71,00 centavos de dólar por libra-peso.

Fonte: Globo Rural