Café se aproxima de US$ 2,55 a libra-peso com preocupações sobre safra brasileira
09-08-2024
Cacau, açúcar e algodão abrem a sessão em alta em Nova York
Por Fernanda Pressinott — Sõ Paulo
O preço do café arábica está novamente se aproximando do valor máximo em dois anos e meio, de US$ 2,55 centavos a libra-peso, registrado há quatro semanas. Isso acontece devido a preocupações com a escassez de oferta, segundo análise do Commerzbank, que leva em consideração a expectativa de colheita menor no Brasil em 2025/26.
Duas empresas de consultoria reduziram recentemente as suas previsões. A Safras & Mercado cortou em 4 milhões de sacas sua projeção para a temporada, para pouco mais de 66 milhões de sacas. A colheita está 87% concluída. A StoneX está um pouco mais pessimista com uma redução na previsão de safra e indica 65,9 milhões de sacas. A previsão oficial da Conab é de 58,8 milhões de sacas.
“A alta do preço do robusta também empurra os papéis de arábica”, diz o banco. Nesta quinta-feira (8/8), a variedade negociada em Londres ficou em US$ 4.680 por tonelada, próximo ao maior valor em uma semana.
O café arábica está apenas 40% mais caro que o robusta, sendo que há dois anos, a relação era de dois para um.
Neste contexto, os papéis do arábica sobem agora 0,56% em Nova York, cotados a US$ 2,43 a libra-peso.
A manhã também é positiva para os papéis de cacau, que passam por uma reversão após recuarem mais de 4% ontem. Agora, os lotes para setembro sobem 5,2%, a US$ 8.778 a tonelada.
Os preços do cacau na quinta-feira caíram acentuadamente depois que o Conselho Nacional de Cacau e Café dos Camarões informou que a produção da amêndoa no país em 2023/24 (agosto/julho) aumentou 1,2%, para 266,7 mil toneladas. Camarões é o quinto maior produtor mundial de cacau.
Mas o apoio para alta hoje vem também do fato de a ICE Futures ter indicado ontem que os estoques de cacau monitorados pela bolsa e mantidos nos portos dos EUA estarem no menor nível em quatro anos e meio, de 2.839.452 sacas.
Fonte: Globo Rural

