Café sobe quase 4% na bolsa de Nova York
11-07-2024

Agentes voltaram a precificar o quadro crítico para a oferta de café no Vietnã — Foto: Wenderson Araujo/CNA
Agentes voltaram a precificar o quadro crítico para a oferta de café no Vietnã — Foto: Wenderson Araujo/CNA

Cacau e algodão também sobem na abertura da sessão; açúcar opera em queda

Por Fernanda Pressinott e Paulo Santos — São Paulo

Os papéis futuros de café arábica sobem quase 4% nesta manhã, em Nova York, cotados a US$ 2,528 a libra-peso.

Depois de um ajuste técnico na última sessão, os agentes voltaram a precificar o quadro crítico para a oferta no Vietnã, que levou os preços do café robusta a um recorde na bolsa de Londres.

Dados da Autoridade Aduaneira do Vietnã destacam que as exportações de café robusta do país alcançaram 1,17 milhão de sacas em junho, ou 11,50% a menos que no mês anterior.

Neste momento, os preços em Nova York só não têm um ímpeto de alta maior devido ao andamento da colheita no Brasil, que chegou a 58% da área para 2024/25, segundo a Safras & Mercado.

“As condições de clima seco em todas as regiões cafeeiras brasileiras continuam favorecendo o andamento da colheita e o processamento dos grãos. Diante desse cenário atual, seria de se esperar que os preços cedessem ao esperado aumento de café no mercado. No entanto, isso não está completamente refletido no mercado no momento”, observa, em relatório, Laleska Moda, analista de café da Hedgepoint Global Markets.

De acordo com a analista, a tendência ainda é de preços mais elevados para o café, já que continua a incerteza global sobre a temporada 24/25, especialmente em relação à safra de robusta.

“Por outro lado, no Brasil, relatórios apontam para problemas de peneira e preocupações com os rendimentos de 24/25, embora muitas regiões tenham registrado uma melhoria desde o início da colheita. Isso também está alimentando as perspectivas de parte do mercado de uma safra menor no Brasil e levando os produtores a segurarem seus grãos, o que, por sua vez, também está impulsionando os preços domésticos”, pontua Laleska.

Cacau

Os contratos do cacau para setembro sobem 0,91%, a US$ 8.188 a tonelada.

A tendência ainda é de cotações elevadas para a amêndoa no cenário externo, já que persistem no mercado as preocupações em torno da oferta do produto.

Um novo direcionamento para os preços é esperado nesta semana, após a divulgação de dados sobre o processamento de cacau no segundo trimestre.

Açúcar e algodão

açúcar demerara para outubro cai 1,6%, a 19,56 centavos de dólar por libra-peso. Já o algodão para setembro sobe 0,52%, a 69 centavos de dólar por libra-peso.

Fonte: Globo Rural