Calibração de tratores limita eficiência na mecanização
Ajustes finos em tratores e pneus ainda são um dos principais gargalos de eficiência na mecanização da cana-de-açúcar, mesmo com o avanço tecnológico no campo. A avaliação é de Douglas Rocha, da AGCO, que destacou a distância entre o potencial das máquinas e o que efetivamente é entregue nas operações.
Segundo ele, práticas padronizadas ainda predominam nas usinas, desconsiderando variáveis como tipo de solo, umidade, relevo e configuração dos implementos. “Nós compramos um pneu radial e tratamos ele como diagonal. Não tiramos o máximo da tecnologia”, afirmou.
Pressões acima do recomendado, uso inadequado de lastro e falhas na distribuição de peso comprometem tração, aumentam a patinagem e elevam o consumo de combustível. Ajustes simples podem gerar ganhos relevantes. Em um exemplo, a correção operacional resultou em economia de cerca de 0,66 litro de diesel por hora, com impacto significativo ao longo da safra.
Para o especialista, eficiência passa por leitura de campo, monitoramento de indicadores e capacitação das equipes. “Não é só tecnologia, é entender o conjunto como um todo”, disse.
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