Canaoeste amplia apoio técnico aos produtores no processo de certificação
22-01-2026

Planejamento de 2026 inclui visitas em campo, organização de dados e preparação para a recertificação no padrão Bonsucro

A Canaoeste iniciou o planejamento das atividades de 2026 com a retomada do agendamento das visitas técnicas nas propriedades rurais dos associados que integram o grupo de certificação. Após a conclusão do ciclo de auditoria mais recente, a entidade volta a atuar de forma estruturada junto aos produtores, com foco na organização de informações, adequações operacionais e preparação para a próxima etapa de avaliação externa.

O processo segue o ciclo trienal estabelecido pela Bonsucro, que compreende o primeiro ano de certificação, seguido por duas auditorias de manutenção. Em 2026, a Canaoeste entra em seu quarto ciclo, caracterizado pela recertificação dos produtores que já integram o grupo. As auditorias externas costumam ocorrer no mês de outubro e analisam dados referentes ao período de abril do ano anterior até março do ano corrente. Assim, a auditoria prevista para outubro de 2026 considerará informações coletadas entre abril de 2025 e março de 2026.

Visitas técnicas antecedem auditoria e orientam adequações

Antes da auditoria externa, a Canaoeste realiza um trabalho contínuo de acompanhamento técnico nas propriedades. As visitas em campo têm como objetivo levantar dados exigidos pelo padrão, identificar eventuais não conformidades e orientar o produtor quanto às adequações necessárias, tanto na parte documental quanto na estrutura e nas rotinas da fazenda.

De acordo com Gabriel Roque Perticarrari, analista de Sustentabilidade da Canaoeste, o planejamento antecipado é essencial para evitar ajustes de última hora. “O processo de certificação exige organização ao longo de todo o ano. As visitas técnicas permitem que o produtor entenda com clareza o que será avaliado, tenha tempo para corrigir eventuais falhas e mantenha seus dados sempre atualizados”, afirma.

Após cada vistoria, é elaborado um relatório técnico detalhado, no qual são apontados os itens em conformidade e aqueles que demandam correção. O documento é encaminhado ao produtor, que recebe orientação sobre os prazos e as medidas necessárias para atender aos requisitos do padrão.

O modelo adotado pela Canaoeste é o de certificação em grupo. Para isso, a entidade disponibiliza um engenheiro agrônomo especializado no padrão Bonsucro, que atua como auditor interno e acompanha diretamente os associados ao longo do ano. Esse profissional conta com o apoio de uma equipe multidisciplinar formada por advogados, engenheiros e técnicos, responsável por auxiliar na interpretação dos critérios e na tomada de decisão.

Documentação e requisitos exigem controle permanente

O padrão de produção Bonsucro reúne 69 indicadores que devem ser atendidos tanto pelos produtores certificados quanto pela associação. Entre as informações exigidas estão relatórios de colheita de cana, número de funcionários, contratos de trabalho, holerites, folhas de ponto, fichas de entrega de equipamentos de proteção individual, registros de aplicação de defensivos agrícolas e controle dos custos das operações no campo.

Também são avaliados os requisitos de saúde e segurança do trabalho, o que demanda a atuação de empresas capacitadas para a gestão de documentos como o PGRTR e o PCMSO. Além disso, o produtor precisa apresentar evidências relacionadas aos critérios ambientais, sociais e de governança, que incluem desde o uso responsável dos recursos naturais até as condições de trabalho oferecidas na propriedade.

Segundo Perticarrari, manter esse conjunto de informações organizado é decisivo para o sucesso da auditoria. “O produtor precisa conhecer todas as operações da sua propriedade e ter controle sobre os documentos. A certificação não se resume a uma visita pontual, mas a um processo contínuo de monitoramento”, explica.

Atualizações no padrão elevam nível de atenção em 2026

O padrão de produção e a Calculadora Bonsucro passam por revisões frequentes, com o objetivo de reforçar os critérios ambientais, sociais e de governança. Em 2026, algumas mudanças exigem atenção especial dos produtores.

Uma das principais alterações é a obrigatoriedade de auditorias surpresa, que passarão a atingir 5 por cento dos operadores certificados. Caso uma auditoria não anunciada seja realizada, ela substitui a auditoria programada. Diante desse cenário, a recomendação é que o produtor mantenha os dados atualizados ao longo de todo o ano, sem concentrar o atendimento aos requisitos apenas próximo ao período da auditoria.

Outra mudança relevante diz respeito ao escopo das propriedades informadas no processo de certificação. A partir de agora, mesmo as fazendas que não fazem parte do escopo certificado deverão ser avaliadas em quatro critérios específicos, relacionados à inexistência de trabalho infantil, trabalho análogo à escravidão, situação das bacias hidrográficas e preservação dos ecossistemas.

Produtores de cana associados à Canaoeste que tenham interesse em ingressar no processo de certificação ou em obter mais informações podem entrar em contato pelo telefone (16) 3511-3300 ou pelo e-mail gabrielperticarrari@canaoeste.com.br para agendar uma visita técnica em sua propriedade.

Fonte: Canaoeste