Cobertura 4G e 5G em áreas agrícolas do Brasil cresce 81% e apresenta os desafios operacionais em campo
03-07-2026

A expansão da conectividade acelera a geração de dados em setores como agronegócio, transporte, energia e utilities, impulsionando uma demanda cada vez maior por visibilidade operacional e capacidade de resposta em tempo real

A digitalização das operações avança rapidamente no Brasil. Segundo o Indicador de Conectividade Rural da ConectarAGRO, a cobertura das redes móveis 4G e 5G em áreas agrícolas do país passou de 18,7% para 33,9% entre 2024 e 2025, um crescimento de 81% que reflete o avanço da conectividade em setores que dependem de operações distribuídas. Ao mesmo tempo, a logística brasileira, que movimenta cerca de R$ 1,5 trilhão por ano, acelera seus investimentos em digitalização, automação e análise de dados.

Nesse cenário, a gestão de frotas passa por uma transformação impulsionada pela conectividade, pela digitalização e pelo crescente volume de informações geradas por veículos, equipamentos e profissionais em campo.

Cada veículo conectado tornou-se uma fonte permanente de dados. De informações sobre localização e desempenho a indicadores de manutenção, segurança e produtividade, as organizações têm hoje acesso a mais informações do que nunca. No entanto, o verdadeiro desafio já não é coletar dados, mas transformá-los em decisões capazes de otimizar as operações em tempo real.

A crescente complexidade das cadeias logísticas e dos ambientes operacionais tem levado as empresas a buscar maior visibilidade sobre o que acontece em campo. Contar com informações precisas e disponíveis no momento certo permite aprimorar o planejamento, reduzir períodos de inatividade, otimizar recursos e responder com mais agilidade a situações imprevistas.

"A digitalização está transformando profundamente a forma como as organizações gerenciam suas operações móveis. A informação já não pode permanecer apenas nos centros de controle; ela precisa estar disponível para quem toma decisões diretamente em campo, onde acontecem as atividades críticas do negócio", afirma Russell Younghusband, Diretor Global do Setor Automotivo na Getac.

Essa necessidade é especialmente evidente em setores cujas equipes atuam em ambientes remotos ou de alta exigência operacional, como mineração, energia, utilities, transporte e agronegócio. Nesses segmentos, a continuidade operacional depende cada vez mais da capacidade de acessar, compartilhar e processar informações de forma rápida e segura.

À medida que cresce o volume de informações geradas pelas operações, as empresas precisam garantir que esses dados cheguem rapidamente aos profissionais responsáveis pela tomada de decisão em campo. Nesse contexto, os dispositivos robustos tornaram-se uma ferramenta essencial para conectar pessoas, ativos e processos.

Projetados para operar em condições extremas, esses equipamentos permitem que técnicos, operadores e motoristas mantenham acesso a aplicações e sistemas corporativos mesmo em ambientes onde dispositivos convencionais podem apresentar limitações.

Além de aumentar a produtividade, essas soluções contribuem para fortalecer a segurança das operações, reduzir interrupções e acelerar a resolução de incidentes, fatores cada vez mais relevantes para organizações que administram operações distribuídas em larga escala.

"À medida que as empresas avançam em seus processos de transformação digital, cresce a demanda por ferramentas capazes de acompanhar os trabalhadores em qualquer ambiente. Dispositivos robustos permitem acessar informações críticas em tempo real e manter a continuidade operacional mesmo nas condições mais desafiadoras", destaca o executivo.

À medida que aumentam a conectividade e o volume de informações disponíveis, a gestão de frotas deixa de ser apenas uma questão de mobilidade. O desafio passa a ser como transformar dados em decisões que permitam operar de forma mais eficiente, segura e produtiva em mercados cada vez mais competitivos.