Cocal busca R$ 350 milhões para modernizar usina adquirida da Raízen no MS
05-02-2026

Empresa planeja atualizar planta industrial de etanol e biomassa, fortalecendo capacidade produtiva ao longo da próxima década

Compra de usinas da Raízen impulsiona expansão da Cocal

A Cocal reforça sua presença no Mato Grosso do Sul após a aquisição de duas usinas da Raízen em Rio Brilhante, em agosto do ano passado, por R$ 1,54 bilhão. Do total, R$ 1,32 bilhão foram destinados à compra dos ativos e R$ 218 milhões reservados para investimentos futuros.

A empresa já atua em São Paulo, com unidades em Paraguaçu Paulista e Narandiba, e agora busca expandir e modernizar suas operações no Centro-Oeste.

Captação de R$ 350 milhões para modernização industrial

Nesta semana, a Cocal anunciou que irá ao mercado de capitais com o objetivo de captar R$ 350 milhões em debêntures. Os recursos serão direcionados para modernizar a planta industrial, focada na produção de etanol e geração de vapor, incluindo a atualização de tecnologia das caldeiras a biomassa e melhorias na infraestrutura e nos sistemas produtivos.

Segundo a companhia, a planta possui capacidade para produzir 2,1 milhões de litros de etanol por dia, ou 766,5 milhões de litros por ano, considerando um calendário de 365 dias.

Modernização prevista até 2035

O programa de atualização da usina abrangerá a safra 2025/26 até 2034/35, garantindo eficiência operacional e maior produtividade ao longo da próxima década.

No balanço da safra 2024/25, a Cocal registrou:

  • Produção total de etanol: 263 milhões de litros (169 milhões de litros anidro + 94 milhões de litros hidratado);
  • Moagem de cana: 8,2 milhões de toneladas, dentro de uma capacidade de 10 milhões;
  • Faturamento líquido: R$ 2,59 bilhões, estável em relação ao ano anterior;
  • Lucro líquido: R$ 336,2 milhões, queda de 32% em comparação à safra 2023/24.
Aquisição impacta endividamento e alavancagem

Após a compra das usinas, a dívida líquida da Cocal passou de R$ 1,6 bilhão em março de 2025 para R$ 2,1 bilhões em setembro de 2025, refletindo a expansão dos ativos. A alavancagem subiu de 1,05 vez para 1,59 vez o Ebitda, demonstrando o efeito da aquisição sobre a estrutura financeira da companhia.

Na época da compra, a Raízen informou que as duas unidades adquiridas somavam capacidade para processar 6 milhões de toneladas de cana e incluíam contratos já existentes com fornecedores locais.

Fonte: Portal do Agronegócio