Com atenção voltada à oferta global mercado do açúcar ganha força nas cotações
14-05-2026
Quarta-feira (13) foi marcada por forte valorização em Nova York e Londres, enquanto o mercado físico brasileiro segue pressionado pelo avanço da safra.
O mercado internacional do açúcar ganhou força nesta quarta-feira (13), ampliando o movimento positivo das últimas sessões e reforçando a percepção de um cenário mais ajustado para a oferta global da commodity.
Em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam em alta expressiva. O julho/26 avançou 0,37 cent, encerrando o pregão a 15,38 cents de dólar por libra-peso. O outubro/26 subiu 0,32 cent, para 15,84 cents/lbp, enquanto o março/27 registrou valorização de 0,29 cent, fechando a 16,64 cents/lbp. Os demais vencimentos também encerraram no campo positivo.
Londres
Na ICE Europe, o açúcar branco acompanhou a alta. O contrato agosto/26 avançou US$ 13,70, sendo negociado a US$ 455,40 a tonelada. O outubro/26 subiu US$ 13,20, para US$ 453,40, enquanto o dezembro/26 ganhou US$ 12,00, encerrando o dia a US$ 454,50 a tonelada. As demais posições também registraram fortes ganhos.
Mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, apresentou leve recuperação nesta quarta-feira (13). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 96,52, com alta diária de 0,23%.
Apesar do avanço no dia, o indicador ainda acumula retração de 1,42% em maio, refletindo um mercado físico mais cauteloso neste início de safra.
Etanol
No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.314,00 por metro cúbico, com queda de 1,07% no comparativo diário.
No acumulado do mês, o indicador registra recuo de 3,82%, mantendo o cenário de pressão sobre os preços do biocombustível.
Análise
Segundo informações do portal Notícias Agrícolas, o mercado segue reagindo às projeções de déficit global para a safra 2026/27. A StoneX estima um saldo negativo de cerca de 550 mil toneladas no balanço mundial de açúcar, cenário que reforça a preocupação dos investidores com a disponibilidade da commodity nos próximos meses.
O portal também destaca que os custos de produção seguem em alta em importantes países exportadores, especialmente devido ao avanço dos preços de fertilizantes e combustíveis. Esse movimento ajuda a sustentar as cotações internacionais.
Além disso, o mercado continua atento aos riscos climáticos em regiões produtoras relevantes, como Índia e Tailândia, enquanto no Brasil o avanço da safra mantém a pressão sobre os preços no mercado físico.
Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias

