Com colheita 6,3% maior que no ano passado, contratos futuros do açúcar fecham mistos
24-05-2024

Os contratos futuros do açúcar fecharam mistos nesta quinta-feira (23) nas bolsas internacionais, com alta em todos os lotes da ICE Futures de Nova York. Em Londres, o açúcar branco recuou nos lotes de maior liquidez e fechou valorizado nos contratos de longo prazo.

Pesquisa da S&P Global Commodity Insights publicada nesta quinta-feira, estimou a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil na primeira quinzena de maio em 2,7 milhões de toneladas, “um aumento anual de 6,3%”. O aumento, segundo a S&P leva em conta o bom aproveitamento do tempo de colheita, com apenas 0,1 dia perdido na quinzena por chuvas, bem abaixo da média para o período.

"As condições climáticas secas prevaleceram durante a primeira quinzena de maio, provavelmente resultando em uma produção robusta de açúcar, antecipando assim a oferta de açúcar ao mercado mundial", disse a analista de açúcar da Commodity Insights, Bianca Guimarães, em nota divulgada ontem pela Reuters.

“Por outro lado”, ainda de acordo com a analista, “se o tempo seco persistir, poderá impactar negativamente a cana a ser colhida na segunda metade da temporada, levando também ao encerramento antecipado da temporada de moagem".

Nova York

Na ICE Futures o contrato julho/24 do açúcar bruto foi negociado ontem a 18,26 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 3 pontos no comparativo com a véspera. Já a tela outubro/24 subiu 2 pontos, contratada a 18,27 cts/lb. Os demais contratos subiram entre 1 e 13 pontos.

Londres

Na ICE Futures Europe, de Londres, o açúcar branco fechou os dois primeiros lotes, agosto e outubro/24, desvalorizado em 1,80 e 80 cents de dólar, com a tonelada contratada a US$ 539,70 e US$ 518,40, respectivamente. Os demais contratos fecharam no azul com alta de 60 cents a 1,80 dólar.

Mercado doméstico

Pelo segundo dia seguido as cotações do açúcar cristal fecharam valorizadas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. Ontem, a saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 139,44, contra R$ 137,20 de quarta-feira, valorização de 1,63% no comparativo entre os dias.

Etanol hidratado

Já o etanol hidratado se manteve em baixa pelo Indicador Diário Paulínia nesta quinta-feira. O biocombustível foi negociado ontem pelas usinas a R$ 2.345,50 o m³, contra R$ 2.361,50 o m³ praticado na véspera, queda de 0,68% no comparativo. Esta foi a 11ª baixa consecutiva do biocombustível, que não sobe desde 8 de maio, acumulando perda mensal de 4,32%.

Rogerio Mian

Fonte: Agência UDOP de Notícias