Com o replantio de falhas, na RAS Company a média de produtividade dos canaviais do 5º ao 10º corte, está 60% acima do potencial do solo
17-09-2026
Cana Show Itinerante esteve na sede da RAS Company, em Colina (SP), para conhecer de perto o sistema de manejo adotado pela empresa na produção de cana-de-açúcar
Com área de colheita de 5.762 hectares, o RAS Company mantém canaviais de 10, 12 e até 15 cortes, com produtividades superiores a 100 toneladas por hectare. Segundo o consultor Julio Campanhão, que atende a empresa há 15 anos, um dos principais fatores para esse desempenho é a adoção do replantio de falhas.
“Depois que adotamos o sistema de replantio, aumentamos a produtividade do 5º ao 10º corte em 59% acima do potencial do solo. Enquanto o canavial produzir mais de 100 toneladas por hectare, o replantio é adotado. Só quando cai abaixo desse patamar é que a área é renovada”, explicou Campanhão.
A estratégia tem impacto direto nos custos. A reforma de canavial é uma das etapas mais caras do processo produtivo, podendo chegar a R$ 20 mil por hectare. Com o replantio, o custo na RAS fica abaixo de R$ 1.500 por hectare, que são diluídos no mínimo em 3 anos com o aumento da longevidade.
Campanhão citou o exemplo de áreas afetadas por incêndios e seca em 2024, que chegaram a registrar 40% de falhas. A reforma custaria cerca de R$ 15 mil por hectare. Após avaliação com Mohamad Riad, CEO da RAS, a equipe estruturou o replantio com o uso do chucho. O custo final foi de R$ 1.400 por hectare e, nesta safra, a área alcançou 145 toneladas por hectare no 2º corte.
De acordo com o consultor, a colheita mecanizada contribui para o arranquio de soqueiras, o que aumenta a necessidade de correção das falhas. Para ele, a prática já se mostra eficiente não apenas na RAS Company, mas também em algumas unidades da região Centro-Sul.

