Cosan tem prejuízo de R$ 1,58 bilhão no primeiro trimestre de 2026
15-05-2026
A receita totalizou 9,02 bilhões no período, uma queda de 7%
Kaique Cangirana, da CNN Brasil, São Paulo
A Cosan registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 1,58 bilhão no primeiro trimestre de 2026. No mesmo recorte do ano anterior, o prejuízo foi de R$ 1,78 bilhão. A variação positiva é motivada por uma melhor performance de portfólio e pré-pagamentos de dívidas executados no trimestre.
A receita líquida totalizou 9,02 bilhões no período, uma queda de 7% em relação aos 9,66 bilhões auferidos no mesmo período do ano anterior.
O Ebitda (Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) somou 3,16 bilhões no trimestre, alta de 60% quando comparado ao 1,98 bilhão registrado no mesmo trimestre do ano anterior.
Endividamento
A dívida líquida expandida da companhia totalizou R$ 11,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um avanço de 18% frente ao trimestre imediatamente anterior, refletindo a ausência de dividendos relevantes no período e os pagamentos pontuais referentes as liquidações antecipadas de dívida e derivativos realizados no início do ano.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a dívida líquida expandida apresentou queda de 34%, reflexo da entrada dos recursos da capitalização da Cosan no último trimestre de 2025.
Lançamento do IPO da Compass
Em março de 2026, a Cosan comunicou ao mercado que sua controlada Compass protocolou, junto à CVM, o pedido de registro para a realização de uma oferta pública secundária de ações (Initial Public Offering – “IPO”) no Brasil. Paralelamente, a Compass solicitou a admissão de suas ações no segmento especial de listagem Novo Mercado, da B3 S.A., sujeita às aprovações regulatórias pertinentes.
Em maio deste ano, a companhia informou ao mercado que a Compass concluiu com sucesso o processo de pricing e liquidação do referido IPO, resultando em um montante de aproximadamente R$ 2,2 bilhões para a Cosan, sendo R$ 2,1 bilhões líquidos.
A oferta totalizou 100,8 milhões em ações alienadas pela Cosan e demais acionistas vendedores, perfazendo um volume financeiro total de R$ 2,8 bilhões.
Caso haja a colocação integral das ações suplementares, o valor total da oferta poderá alcançar até R$ 3,2 bilhões, com a Cosan recebendo até R$ 2,5 bilhões.
Pedido de Recuperação Extrajudicial da Raízen
A Cosan divulgou, em março de 2026, que sua co-controlada Raízen protocolou um pedido de recuperação extrajudicial na Comarca de São Paulo. Conforme destacado no fato relevante divulgado pela companhia, a transação apresentada pela Raízen e determinadas subsidiárias possui escopo restrito às obrigações financeiras específicas dessas empresas, sem envolver as obrigações, operações, estrutura de capital ou posição financeira da Cosan e de suas controladas diretas ou indiretas, incluindo a própria companhia.
Fonte: CNN

