Entressafra e aumento de ICMS sustentam alta do etanol, mesmo com queda do petróleo, indica Itaú BBA
23-01-2026
Entressafra da cana-de-açúcar e aumento do ICMS mantêm preços do etanol elevados no Brasil, mesmo com recuo do petróleo, aponta relatório do Itaú BBA
Preços do etanol seguem em alta durante entressafra da cana
O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, aponta que os preços do etanol continuam em alta, sustentados pela baixa oferta do biocombustível durante a entressafra da cana-de-açúcar. O estudo ressalta que o aumento do ICMS sobre a gasolina, concorrente direta do etanol, também contribuiu para a valorização.
Aumento do ICMS sobre gasolina fortalece competitividade do etanol
Desde 1º de janeiro, o ICMS da gasolina C subiu de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro, o que pode gerar repasse integral de R$ 0,10/L no preço final da gasolina. Essa elevação torna o etanol mais competitivo na bomba, permitindo que o biocombustível ajuste seus preços para cima em até R$ 0,07/L sem perder atratividade frente à gasolina.
Queda do petróleo internacional pressiona mercado
Apesar da firmeza do etanol, os preços dos derivados de petróleo registraram queda no mercado internacional. Por exemplo, o primeiro vencimento futuro da gasolina nos EUA (CME RBOB gasoline), convertido em reais, estava em R$ 2,53/L em 9 de janeiro, enquanto a gasolina da Petrobras em Paulínia-SP era vendida a R$ 2,73/L.
Segundo o relatório, uma redução de R$ 0,20/L na refinaria poderia levar a uma queda de aproximadamente R$ 0,14/L na bomba, criando uma pressão baixista sobre o etanol até que a gasolina internacional se recupere ou a Petrobras ajuste os preços domésticos.
Balanço de oferta e demanda mantém tendência de alta do etanol
Apesar do risco de pressão dos preços da gasolina, o mercado de etanol permanece apertado, com oferta limitada durante a entressafra. O Itaú BBA projeta que a tendência de valorização dos preços deve se manter até o início da próxima colheita de cana-de-açúcar, garantindo firmeza ao biocombustível no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio

