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Estudos revelam novos padrões ecológicos e de dispersão do Sphenophorus levis

Estudos conduzidos por Caroline Sakuno, entomologista pela Esalq-USP, revelaram dados inéditos sobre o comportamento e a mobilidade do Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana. O inseto, considerado uma das pragas mais destrutivas da cana-de-açúcar, mostrou capacidade de deslocamento muito superior ao que se acreditava há quatro décadas.

Ensaios de campo comprovaram que os machos percorrem até 3,6 metros por dia — cerca de meio quilômetro ao longo da vida útil —, enquanto fêmeas apresentam potencial de voo superior a 1,3 quilômetro. A descoberta derruba estimativas antigas de apenas 6 a 11 metros por mês e exige revisão das estratégias de manejo, especialmente no uso de tecnologias transgênicas.

Outro avanço foi a revisão taxonômica das populações brasileiras do gênero Sphenophorus, que confirmou a presença de três espécies distintas: S. levis, rusticus e brasiliensis. Também foi delimitada, com precisão, a área de ataque no colmo da cana — uma faixa de até 8 cm acima do solo, informação essencial para otimizar o uso de defensivos e proteínas.

A pesquisa, apresentada no FITOCANA 2025, integra a tese de doutorado de Sakuno e agora avança para o sequenciamento do genoma da praga e o estudo de sua dispersão genética em diferentes estados produtores.

“Entender como o inseto se movimenta e onde atua é fundamental para construir estratégias de controle mais eficazes”, destacou a pesquisadora.

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