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Etanol e açúcar impulsionam protagonismo do Brasil no agro global

O Prof. Dr. Marcos Fava Neves lançou luz sobre o papel central do Brasil na bioeconomia global com foco especial na produção de etanol e açúcar ao apresentar a palestra “Perspectivas do Agro Sustentável”, no Rota Inovadora – Bioeconomia e Agro, evento promovido pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI), nesta terça e quarta-feira (5 e 6), em Ribeirão Preto – SP.

Com o objetivo de aproximar lideranças do agro dos principais centros de inovação e pesquisa, a iniciativa reuniu profissionais de todo o Brasil em visitas técnicas, experiências práticas e painéis estratégicos.

Ao abordar a evolução do setor sucroenergético, Fava Neves afirmou que o Brasil se consolidou como o principal exportador mundial de açúcar, com mais da metade (52%) do açúcar comercializado globalmente saindo do território nacional. “Somos os donos da metade do açúcar consumido no planeta. E boa parte disso é produzida com responsabilidade ambiental, rastreabilidade e uso eficiente da terra”, destacou.

Segundo ele, o sucesso não está apenas na escala, mas também na tecnologia de ponta aplicada nos canaviais e nas usinas, com colheitas mecanizadas, uso de bioinsumos, controle climático e sistemas de irrigação por gotejamento.

Fava Neves citou a “explosão de investimentos” no setor de etanol. Para ele, a bioenergia brasileira vive um momento histórico, com múltiplas frentes de expansão. Ele destacou que o Brasil é referência mundial em etanol de cana, com rendimento superior aos dos Estados Unidos e com impacto ambiental reduzido. “O etanol de cana é um combustível de baixa emissão e alto impacto social. Ele movimenta cidades inteiras, distribui renda no interior e empodera as comunidades locais”.

Com ênfase especial, o professor apresentou dados da expansão recente do etanol de milho no Brasil citando que em apenas 10 anos, o país passou de 0 para dezenas de usinas em operação. Atualmente, 24 estão em operação, tem 16 autorizadas a operar e 16 projetos, que devem começar a funcionar nos próximos anos.

Ele citou os investimentos bilionários em cidades como Sinop - MT e Luís Eduardo Magalhães – BA; o uso de subprodutos como o DDG (grão seco de destilaria), que serve como ração de alta qualidade para aves e suínos e a geração de energia a partir de biogás e biometano, formando um ecossistema de agricultura circular.

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