Exportações de Goiás sobem 62,3% em março
07-05-2026

Álcool etílico avança 711,4% e impulsiona pauta externa

O comércio exterior de Goiás registrou forte expansão em março de 2026, com crescimento de 62,3% nas exportações sobre o mês anterior, totalizando US$ 1,164 bilhão. As importações somaram US$ 405 milhões, garantindo superávit de US$ 758 milhões na balança comercial. No acumulado do ano, o estado mantém desempenho positivo, com US$ 2,641 bilhões em exportações e saldo comercial de US$ 1,327 bilhão.

O resultado reflete a ampliação da presença do estado no mercado internacional e a diversificação da base produtiva. “Goiás segue ampliando sua presença no comércio exterior com consistência, mostrando a força da base produtiva diversificada e cada vez mais integrada às cadeias globais”, afirma o secretário-geral de Governo, Gean Carlo Carvalho.

Na mesma linha, o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, destaca o desempenho mesmo diante das oscilações de mercado. “Os números de março mostram um desempenho robusto, chegando a mais de US$ 1 bilhão em exportações”, diz.

O agronegócio respondeu por 82,7% das exportações, o equivalente a US$ 962,7 milhões. O complexo soja liderou a pauta com 61% do total, seguido pelo setor de carnes, com 19,1%, e pelos minérios, com 11,8%. Juntos, esses segmentos concentraram 91,8% das vendas externas. Entre os produtos com maior dinamismo, o álcool etílico registrou alta de 711,4% na comparação anual, destacando-se dentro da pauta exportadora.

A China manteve-se como principal destino das exportações, com 51,3% do total, seguida pelos Estados Unidos, com 6,8%, e Canadá, com 4%. Também houve crescimento das vendas para países como Paquistão e Vietnã, indicando diversificação de mercados. No recorte regional, Rio Verde liderou as exportações com 36,1% do total, seguido por Jataí, com 12,1%, e Itumbiara, com 6,3%.

As importações foram puxadas por produtos de maior intensidade tecnológica, com destaque para o segmento farmacêutico, responsável por 35,5% do total, seguido por veículos e autopeças, com 16,9%, e máquinas e equipamentos industriais, com 12,7%. Anápolis concentrou 52% das compras externas.

Para o diretor-executivo do Instituto Mauro Borges, Erik Figueiredo, os dados reforçam a competitividade do estado. “Os indicadores confirmam a competitividade de Goiás, com forte presença do agronegócio e inserção crescente nas cadeias globais”, afirma.