Feplana participa de audiência na Câmara onde governo anuncia portaria para início dos testes do E35
04-09-2026
A implementação das medidas previstas na lei federal batizada de Combustíveis do Futuro, a exemplo do plano de testes para a gasolina E35, que prevê a mistura de 35% de etanol anidro na gasolina no Brasil, e os desafios para o avanço da transição energética e a elevação do uso de combustíveis de menor emissão de gases de efeito estufa no Brasil, a exemplo do etanol e inovações correspondentes, foram debatidas durante a audiência pública de Comissão Especial da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (2).
A previsão é de que a política mobilizará R$ 260 bilhões em investimentos, gerará 200 mil empregos e evitará a emissão de 705 milhões de toneladas de gases de efeito estufa pelos próximos 11 anos.
A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), presente no debate junto aos Poderes Executivo e Legislativo desde a formulação da lei, defende que a cana de açúcar e o etanol sejam tratados como componentes essenciais de uma transição energética inclusiva, competitiva e com capacidade de gerar emprego, renda e desenvolvimento nas regiões produtoras, incluindo fornecedores de matéria-prima, a exemplo dos milhares de canavicultores.
Rogério Avelar, diretor técnico da Feplana, presente na audiência, reforça que a nova legislação tem o potencial de transformar em realidade as múltiplas possibilidades resultantes da economia de baixo carbono.
Mas para isso, destaca, serão necessários diálogos permanentes, regulamentação equilibrada e a inclusão efetiva dos produtores rurais nestas oportunidades, a exemplo do hidrogênio verde, combustível de avião (SAF), de navios, biodiesel e etc.
Neste sentido, o debate foi coordenado pelo deputado federal Arnaldo Jardim, que preside a Comissão Especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde da Câmara. Reuniu parlamentares, representantes do Governo Federal, agências reguladoras, especialistas e as lideranças do setor produtivo, a exemplo do segmento da cana.
O palestrante principal foi o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que, dentre as medidas a serem implantadas, destacou os estudos para a elevação do teor de etanol anidro na gasolina para até 35%, condicionada à comprovação da viabilidade técnica. Na ocasião, a pasta anunciou que será publicado uma portaria já neste mês para o início desses estudos. “Essa é uma das políticas estratégicas da nova lei para o crescimento sustentável do setor sucroenergético”, destacou Avelar.

