Fertilizantes atingem 45,3 mi t e relação de troca piora para a soja
13-02-2026

Boletim da FG/A mostra ureia a R$ 2.407, potássio a R$ 1.929 e alta de 8,4% nos fosfatados na relação soja

Por Andréia Vital

O mercado global de fertilizantes encerrou janeiro com movimentos distintos entre os nutrientes, segundo o Boletim de Commodities de fevereiro da FG/A. Os fosfatados registraram a quinta queda mensal consecutiva no exterior, com o DAP a US$ 619 por tonelada, recuo de 1,3%, e o TSP a US$ 529, baixa de 1,7%. A ureia subiu 5,8%, a US$ 415, enquanto o cloreto de potássio avançou 2,1%, a US$ 366, atingindo o maior nível desde maio de 2023.

No mercado doméstico, os preços em reais divergiram do cenário externo. O cloreto de potássio foi cotado a R$ 1.929 por tonelada, queda de 2,6%. A ureia recuou 3,8%, para R$ 2.407. Já os fosfatados tiveram alta de 0,4%, a R$ 2.710.

A relação de troca apresentou comportamento misto. Para o milho, o indicador milho sobre cloreto de potássio ficou em 28,4 sacas por tonelada, queda de 0,3%, enquanto milho sobre ureia foi de 35,4 sacas, recuo de 1,5%. Já milho sobre fosfatados atingiu 39,8 sacas, alta de 2,8%. Para a soja em Paranaguá, a relação com cloreto de potássio ficou em 15,3 sacas por tonelada, avanço de 5,2%, e com fosfatados em 21,6 sacas, alta de 8,4%, refletindo a desvalorização mensal de 7,0% da oleaginosa frente à queda mais moderada de 3,0% no milho.

As entregas ao mercado brasileiro alcançaram 45,3 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a outubro, crescimento de 7,8%. O setor já havia registrado 45,9 milhões em 2021, 41,1 milhões em 2022, 45,8 milhões em 2023 e 45,6 milhões em 2024, indicando novo recorde histórico ao final de 2025.