Gestão técnica de custos e eficiência operacional definem a sustentabilidade das usinas bioenergéticas
05-05-2026

O setor bioenergético atravessa um dos períodos mais complexos dos últimos anos, marcado pela combinação de custos de produção elevados, preços pressionados dos produtos da cana-de-açúcar, além de instabilidades climáticas e político-econômicas. Esse cenário tem comprimido margens e exigido das usinas decisões cada vez mais técnicas, estruturadas e orientadas à eficiência operacional, sob risco de comprometer resultados futuros.

Diante desse contexto, a simples adoção de cortes lineares de despesas tem se mostrado uma estratégia de alto risco. Para Paulo Soares, executivo com mais de 23 anos de atuação no setor bioenergético, a gestão de custos eficiente não se resume a reduzir gastos, mas sim a compreender profundamente a estrutura de custos da usina e tomar decisões que preservem a produtividade agrícola e industrial ao longo do tempo.

REDUÇÃO DE CUSTOS EXIGE ANÁLISE TÉCNICA E VISÃO DE LONGO PRAZO

Em momentos de crise, é comum que as usinas adotem cortes em áreas sensíveis, como plantio, tratos culturais e adubação. Embora essa prática possa gerar alívio imediato no caixa, seus efeitos negativos tendem a se manifestar nos ciclos seguintes, na forma de queda de produtividade agrícola e aumento do custo unitário de produção. Segundo Paulo Soares, essa estratégia já foi amplamente utilizada em crises passadas e, em muitos casos, resultou em perdas financeiras significativas ou até no encerramento das atividades.

A abordagem tecnicamente adequada, segundo o executivo, consiste em tratar o custo de maneira cirúrgica, avaliando com precisão o que cortar, onde cortar e como cortar, sempre mensurando o impacto operacional e econômico dessas decisões no curto, médio e longo prazo

METODOLOGIA ESTRUTURADA PARA GESTÃO DE CUSTOS NAS USINAS

A Optivus, empresa da qual Paulo Soares é diretor-executivo, atua na reestruturação de empresas do setor bioenergético por meio de uma metodologia prática, já aplicada com sucesso em diferentes grupos do setor. O processo envolve a análise integrada dos processos operacionais, agrícolas, industriais e administrativos, com foco simultâneo em redução de custos e maximização de resultados.

Essa metodologia parte de um diagnóstico detalhado, baseado em informações operacionais fornecidas pela usina, que permite identificar os principais pontos de ineficiência e oportunidades de melhoria sem interferir no dia a dia da operação. A partir desse diagnóstico, são elaborados planos de ação específicos e implementáveis, com acompanhamento técnico.

 

ESTRUTURA DE CUSTOS DO SETOR BIOENERGÉTICO

Para facilitar a análise técnica, a Optivus segmenta os custos de produção das usinas em sete grandes grupos. Em média, os insumos representam cerca de 28% do custo total, seguidos por mão de obra, com aproximadamente 23%, parcerias agrícolas (15%), combustíveis (13%), manutenção (11%), serviços terceirizados (8%) e demais custos (3%).

Essa segmentação permite priorizar ações nos itens de maior impacto econômico e direcionar esforços para ganhos de eficiência que efetivamente reduzam o custo por tonelada de cana processada, sem comprometer a operação.

DIMENSIONAMENTO OPERACIONAL E USO EFICIENTE DE RECURSOS

Entre os grupos de custos mais analisados estão a mão de obra e a estrutura operacional. A avaliação não se restringe ao número de colaboradores ou equipamentos, mas ao dimensionamento das atividades, produtividade, turnos de trabalho, escalas, tempo ocioso e rendimento operacional. Segundo Paulo Soares, muitas ineficiências estão relacionadas à má alocação de recursos, e não necessariamente ao excesso de estrutura.

Na área mecanizada, a análise envolve indicadores como horas produtivas, consumo de diesel por tonelada, por hectare e por hora, além do custo de manutenção. Esses dados permitem identificar gargalos operacionais, perdas de eficiência e oportunidades de otimização da frota.

TERCEIRIZAÇÃO REQUER AVALIAÇÃO CRITERIOSA

A terceirização dos serviços é outro ponto crítico na estrutura de custos das usinas. Embora muitas empresas enxerguem essa alternativa como redução imediata de despesas, a prática pode gerar aumento do custo total da operação caso o serviço contratado não apresente eficiência compatível ou provoque ociosidade da estrutura própria da usina. Por isso, a decisão de terceirizar deve ser sustentada por análise técnica e indicadores claros de desempenho.

EFICIÊNCIA É MAIS RELEVANTE QUE ESCALA

O conceito de que apenas grandes usinas seriam economicamente viáveis perdeu força ao longo dos anos. Segundo Paulo Soares, usinas de menor porte, desde que bem geridas e eficientes, podem apresentar margens superiores às de unidades maiores e mal dimensionadas. O crescimento deve ser consequência de uma operação eficiente, e não uma premissa inicial. A ampliação da escala, quando mal planejada, eleva custos operacionais e pode destruir margem.

PERSPECTIVAS E PAPEL DA GESTÃO NOS PRÓXIMOS CICLOS

O ciclo 2026/27 tende a permanecer desafiador para o setor bioenergético, com margens apertadas e elevada necessidade de controle operacional. No entanto, a expectativa é de um cenário mais promissor a partir de 2028. Para atravessar esse período com sustentabilidade financeira, a gestão de custos baseada em eficiência operacional será um fator decisivo para a competitividade das usinas.

Nesse contexto, a adoção de metodologias práticas, baseadas em dados e na realidade operacional das unidades, passa a ser um diferencial estratégico para empresas que buscam não apenas sobreviver, mas se posicionar de forma sólida para o próximo ciclo de crescimento do setor.

Para saber como a OPTIVUS contribui com a sua empresa, confira:  - https://lp.optivusgestao.com.br/optivus

Ou entre em contato com Paulo Soares: ou (19) 98195-7925.