Governo dos EUA divulga orientações sobre seu programa de subsídio ao SAF
02-05-2024

O reconhecimento das denominadas práticas agrícolas climaticamente inteligentes no programa de subsídios será eficaz para os combustíveis produzidos em 2023 e 2024 – poderá ser ajustado ou expandido, segundo as autoridades

Nesta terça-feira (30), o governo dos Estados Unidos divulgou orientações sobre seu programa de subsídio de combustível de aviação sustentável (SAF). A medida permite que o etanol à base de milho se qualifique para o projeto caso se origine de fazendas que usam técnicas de cultivo sustentáveis.

A indústria de etanol dos EUA, de acordo com a agência Reuters, esperava um obstáculo menor do que o apresentado pela administração Biden.

Até o momento, as viagens aéreas representam cerca de 2% da poluição por carbono no país norte-americano. Apesar de um número relativamente pequeno, é uma das mais rápidas fontes de crescimento.

Para acessar os subsídios do SAF, os produtores devem comprovar que o seu biocombustível tem pelo menos 50% menos emissões do que o combustível de aviação de petróleo.

De acordo com as orientações, o SAF de etanol pode atender esse critério apenas se os agricultores que cultivam milho empregarem um conjunto de práticas agrícolas que incluam cultivo sem aração, plantio de cobertura e aplicação eficiente de fertilizantes que fixem carbono no solo.

O biodiesel à base de soja também pode se qualificar se as fazendas da oleaginosa utilizarem uma combinação de cultivo sem aração e plantio de cobertura, conforme o anúncio.

O reconhecimento das denominadas práticas agrícolas climaticamente inteligentes no programa de subsídios será eficaz para os combustíveis produzidos em 2023 e 2024 – poderá ser ajustado ou expandido, segundo as autoridades.

Os subsídios totalizam US$ 1,25 por galão para combustíveis que consigam alcançar o limite de redução de emissões de 50%, chegando a US$ 1,75 por galão para aqueles que o excedem.

O programa tem como base uma atualização do modelo climático GREET, que abrange as emissões ao longo do ciclo de vida do etanol e de outros biocombustíveis em diversas circunstâncias, além de incluir o impacto climático das mudanças de uso da terra.

Associação de Combustíveis Renováveis (RFA) disse que menos prescrições sobre práticas agrícolas, mais flexibilidade e tecnologias e práticas de baixo carbono adicionais deveriam ser incluídas no arcabouço de modelagem do plano, "para refletir melhor a inovação ocorrendo em toda a cadeia de suprimentos", nas palavras de Geoff Cooper, presidente e CEO do grupo.

Fonte: DATAGRO