Há 40 anos, Hugo Cagno Filho e João Malzoni conduzem a Fazenda São Vicente
26-06-2026

Hugo e João: trabalho em conjunto
Hugo e João: trabalho em conjunto

Cana Show Itinerante visitou a São Vicente e conferiu esse exemplo de sustentabilidade

A história da Fazenda São Vicente, em Pitangueiras (SP), começou em 1929, com a Usina São Vicente, idealizada por João Marchesi. Ao longo de boa parte do século XX, a unidade teve forte presença na comunidade regional, mantendo colônia com cerca de 300 casas, grupo escolar, cinema, igreja e clube recreativo.

Na década de 1990, a usina foi desativada e deu lugar à Fazenda São Vicente, integrante do Grupo Humus Agroterra, um dos maiores fornecedores de cana do Brasil, com quatro fazendas em São Paulo e participação de 50% na Usina Vertente, em sociedade com a Tereos.

Foi na década de 1980 que o engenheiro agrônomo Hugo Cagno Filho iniciou sua trajetória na São Vicente e levou para a propriedade o colega de faculdade João Malzoni. Desde então, a parceria se consolidou: João atua como gerente da fazenda e Hugo como diretor-executivo do Grupo Humus. São peças essenciais na evolução da São Vicente, uma empresa agrícola moderna, com cerca de 5 mil hectares de cana, produção de 450 mil toneladas por safra e produtividade média superior a 100 tc.

O Cana Show Itinerante visitou a São Vicente e conferiu esse exemplo de sustentabilidade. Para João, nesses 40 anos a São Vicente deixou de ser uma fazenda para se tornar uma empresa. A conquista do selo internacional Bonsucro reforçou essa evolução, ao comprovar o atendimento a critérios rigorosos de responsabilidade social, ambiental e econômica.

Grande parte da antiga estrutura da usina e da colônia está preservada. Entre as boas práticas de produção estão com o reaproveitamento de subprodutos industriais, como vinhaça e torta de filtro como fertilizantes.

Entre os diferenciais da São Vicente, Hugo salienta o foco na sustentabilidade, a equipe comprometida com o trabalho e o investimento em tecnologia, como o projeto de irrigação de salvamento em desenvolvimento. “Na primeira etapa iremos irrigar 1.500 hectares, podendo chegar a 3.400. A meta é ampliar a produtividade, a longevidade dos canaviais e obter mais açúcar”, afirma Hugo.