Janeiro traz chuvas irregulares e calor acima da média no Brasil
09-01-2026
Norte e Sul concentram volumes elevados enquanto partes do Nordeste e Sudeste ficam abaixo da média
A previsão climática para janeiro de 2026 aponta distribuição desigual das chuvas no país, com volumes acima da média em amplas áreas das regiões Norte e Sul e acumulados inferiores ao padrão histórico em trechos do Nordeste, Sudeste e leste do Centro-Oeste. O diagnóstico é do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que também projeta temperaturas acima da média em quase todo o território nacional.
No Norte, a expectativa é de precipitações até 50 mm acima da média em áreas do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e no sul e centro-norte do Pará. Em Tocantins e no sul de Roraima, os volumes tendem a ficar próximos ou abaixo da climatologia.
No Nordeste, predominam chuvas abaixo da média em grande parte da Bahia, no centro-sul do Piauí, na região central do Maranhão e no oeste de Pernambuco, com exceções pontuais de acumulados superiores ao padrão em áreas isoladas do litoral e do interior.
No Centro-Oeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem registrar chuvas acima da média, enquanto o restante da região apresenta tendência de volumes próximos ou inferiores ao histórico.
No Sudeste, São Paulo e o sul de Minas Gerais concentram os maiores acumulados, ao passo que Espírito Santo, centro-norte do Rio de Janeiro e amplas áreas mineiras ficam abaixo da média.
No Sul, a previsão indica chuva acima da média na maior parte da região, com exceções no centro-oeste de Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul.
Temperaturas seguem elevadas
As temperaturas devem permanecer acima da média em praticamente todo o país. No Norte, os termômetros ficam até 0,6 grau acima do padrão, com aquecimento mais intenso em Tocantins. No Nordeste, o calor acima da média predomina, com destaque para Bahia, Piauí e sul do Maranhão. No Centro-Oeste, Goiás, Distrito Federal e partes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul podem registrar elevação de até 1 grau.
No Sudeste, o aumento se concentra em Minas Gerais e no oeste e nordeste de São Paulo, enquanto no Sul o aquecimento é moderado, com áreas próximas da média em Santa Catarina e no sul gaúcho.
Impactos esperados na agricultura
No Norte, a maior chuva favorece a reposição de umidade do solo, a semeadura e a recuperação das pastagens, embora o calor mais intenso eleve a evapotranspiração em áreas mais secas. No Nordeste, a irregularidade das precipitações e o calor aumentam o risco de déficit hídrico para lavouras de sequeiro, enquanto áreas com chuva acima da média tendem a ter melhor desempenho agrícola.
No Centro-Oeste, os volumes elevados em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul beneficiam culturas de primeira safra, mas Goiás requer atenção ao manejo hídrico. No Sudeste, São Paulo ganha com a reposição de umidade, enquanto Minas Gerais, Espírito Santo e o centro-norte fluminense enfrentam restrições. No Sul, o cenário é favorável às culturas de verão e à recuperação das pastagens, com condições adequadas também para o arroz irrigado no sul gaúcho.
O Instituto Nacional de Meteorologia integra o Ministério da Agricultura e Pecuária e representa o Brasil junto à Organização Meteorológica Mundial desde 1950.

