LiuGong amplia portfólio elétrico para o setor sucroenergético
07-05-2026
Fabricante destaca pá-carregadeira elétrica e adaptação ao agro
Andréia Vital
A chinesa LiuGong reforçou na Agrishow 2026 a estratégia de ampliar a presença no agronegócio brasileiro com foco em eletrificação, produtividade e adaptação de equipamentos para o setor sucroenergético. Entre os destaques apresentados pela fabricante esteve a pá-carregadeira elétrica 856HE Sugar Cane, desenvolvida para operações de carregamento de cana-de-açúcar e biomassa.
O equipamento, com peso operacional de 21.275 kg, foi projetado para materiais de baixa densidade e utiliza caçamba de 9 m³ voltada ao carregamento de cana. A máquina opera com bateria CATL de 350 kWh e pode alcançar até 10 horas de trabalho, dependendo da intensidade da operação.
“A 856HE foi adaptada para o setor sucroenergético, com foco em ganho de produtividade aliado à eletrificação da operação”, afirmou Mateus Rodrigues, responsável por mineração e grandes contas da LiuGong.
Segundo a fabricante, o modelo conta com sistema inteligente de regeneração de energia, ventilador elétrico com controle térmico independente e proteção IP67 contra poeira e água. O sistema hidráulico é acionado diretamente por motor elétrico, ampliando a precisão e a velocidade dos movimentos.
A empresa destaca ainda redução de ruído e menor custo operacional em comparação a equipamentos convencionais movidos a combustíveis fósseis. A pá-carregadeira possui carga de tombamento reta de 11.550 kg e articulada de 9.800 kg.
Além da 856HE, a fabricante apresentou na Agrishow o manipulador telescópico LTH0735A, a empilhadeira CLG2030H-RT4, o trator de esteiras TD14N e a pá-carregadeira elétrica 838TE, ampliando o portfólio voltado às operações de logística, movimentação e infraestrutura no campo.
Durante entrevista à CanaOnline, Rodrigues também falou sobre a colhedora de cana apresentada pela LiuGong na Agrishow de 2024 e que segue em fase de adaptação ao mercado brasileiro. Segundo ele, a fabricante vem realizando ajustes técnicos no equipamento antes da ampliação da oferta comercial no país.
“A prioridade foi desenvolver um equipamento alinhado às condições e demandas do mercado brasileiro, garantindo maior produtividade e eficiência operacional”, afirmou.
De acordo com a companhia, há demanda pela colhedora em estados como São Paulo, Goiás, Mato Grosso e em regiões do Nordeste. A expectativa é ampliar a disponibilidade do equipamento no mercado nacional nos próximos meses.
Rodrigues afirmou que a companhia possui projetos com etanol desenvolvidos na China, mas que, no Brasil, a estratégia está concentrada na expansão dos equipamentos elétricos voltados às operações agrícolas e sucroenergéticas.
Confira:

