Magnésio exige atenção no manejo da cana
05-05-2026

Na planta, a absorção do magnésio ocorre pelo contato entre íon e raiz

Por Leonardo Gottems

O manejo nutricional do Magnésio tem papel relevante no desempenho dos canaviais, por estar ligado a processos fisiológicos que influenciam a produtividade agrícola e industrial. As informações são da BSS Agro Consultoria, que destaca o nutriente como elemento integrador entre processos energéticos, fotossintéticos e metabólicos na cana-de-açúcar.

O magnésio atua diretamente na estrutura da clorofila e, por consequência, na taxa fotossintética da planta. Quando há deficiência, ocorre comprometimento da assimilação de carbono, redução na produção de açúcares e impactos negativos no rendimento do cultivo e na qualidade industrial. O nutriente também participa da ativação enzimática, da síntese de proteínas, da transferência de energia por ATP e do transporte de fotoassimilados pelo floema.

Na planta, a absorção do magnésio ocorre pelo contato entre íon e raiz, principalmente por fluxo de massa e difusão no solo. No interior celular, o nutriente se distribui em três compartimentos principais. Nos cloroplastos, está ligado à clorofila e à ativação enzimática. No citossol, contribui para a estabilização de ribossomos e reações enzimáticas. No vacúolo, atua na reserva osmótica e na regulação iônica.

Entre as fontes que disponibilizam magnésio estão o calcário dolomítico, com 12% do nutriente, o óxido de magnésio, com 30%, o sulfato de magnésio, com 16%, e o quelato de magnésio, com 6%. A escolha entre sulfato e quelato depende das condições de aplicação e do aspecto econômico. O sulfato apresenta alta solubilidade, fornece magnésio e enxofre e tem boa relação custo-benefício. Já o magnésio quelatado, como EDTA ou aminoácidos, oferece maior estabilidade e absorção, menor risco de precipitação e melhor desempenho em condições adversas.

A deficiência do nutriente aparece nas folhas mais velhas, com clorose internerval e manutenção das nervuras verdes. Em estágios avançados, pode ocorrer necrose marginal e senescência precoce, além de redução da fotossíntese, da condutância estomática e da eficiência no uso da água. No manejo, a relação cálcio e magnésio, baseada na CTC do solo, deve favorecer a estrutura do solo, a disponibilidade dos nutrientes e menor antagonismo na absorção, com proporção entre 3:1 e 5:1. A recomendação é corrigir via solo e complementar com aplicações foliares no momento adequado.

Fonte: Agrolink