Mato Grosso avalia etanolduto para ampliar escoamento e reduzir custos logísticos
06-01-2026
Estudo em elaboração prevê transporte por dutos e reforça ambição do Estado no mercado nacional de etanol
Mato Grosso, segundo maior produtor de etanol do País, iniciou a elaboração de um estudo para implantar um etanolduto com potencial de ampliar o escoamento da produção para outros Estados. A iniciativa busca reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência do transporte e fortalecer a competitividade do biocombustível produzido localmente, conforme notícia do Portal SóNotícias.
A proposta prevê a criação de um sistema de tubulações dedicado ao transporte de etanol, nos moldes de um oleoduto, conectando usinas e polos de produção aos principais mercados consumidores fora do Estado. O projeto é visto pelo setor como uma alternativa estrutural para sustentar o crescimento da produção e mitigar gargalos logísticos.
O tema foi discutido em reunião entre dirigentes de 11 grandes indústrias de etanol à base de milho, associadas ao Sindicato das Indústrias de Bioenergia do Estado de Mato Grosso, e o governador Mauro Mendes, acompanhado do vice-governador Otaviano Pivetta. Para a safra 2025/2026, a produção de etanol de milho em Mato Grosso está estimada em cerca de 5,98 bilhões de litros, com expectativa de avanço nos próximos ciclos.
O setor avalia que o Estado pode ampliar sua participação no mercado nacional, desde que haja investimentos consistentes em infraestrutura e um ambiente regulatório estável. A logística foi apontada como um dos principais entraves à competitividade, especialmente diante das longas distâncias até os centros consumidores.
Durante o encontro, o governador destacou que o custo logístico é um desafio estrutural e que sua superação é fundamental para manter o setor atrativo a novos investimentos. Também foi ressaltada a importância de políticas públicas voltadas à biomassa e à bioeconomia, com foco no planejamento de longo prazo. O atual déficit de biomassa, insumo essencial para as indústrias de bioenergia, reforça a necessidade de estímulos à produção e de maior previsibilidade no abastecimento.

