Mercado bioenergético ganha nova opção de pneu 405/70R20
25-08-2026

Quem trabalha no setor bioenergético sabe que algumas necessidades parecem pequenas até o momento em que se tornam um problema na operação

Por Juliana Leitão*

É o caso do pneu 405/70R20, utilizado no eixo dianteiro de caminhões autocarregáveis presentes nas operações de cana-de-açúcar.

Estima-se que existam hoje cerca de 500 caminhões autocarregáveis rodando no Brasil com essa configuração de pneu no eixo dianteiro. É uma frota relativamente específica dentro do universo sucroalcooleiro, mas que possui uma necessidade de reposição muito particular.

A medida 405/70R20 possui diferentes opções disponíveis no mercado brasileiro. O problema nunca foi simplesmente encontrar a medida. O desafio estava em encontrar um produto tecnicamente equivalente à especificação exigida pelo equipamento.

E, até então, apenas uma opção disponível no mercado atendia integralmente a essas características.

Mesma medida não significa mesma capacidade

Quando chega o momento da reposição, é natural que a primeira informação observada seja a medida estampada no pneu.

Porém, dois pneus 405/70R20 podem apresentar características e capacidades bastante diferentes.

Índice de carga, índice de velocidade, construção e aplicação precisam ser considerados antes de definir se um produto realmente pode substituir aquele originalmente especificado para o equipamento.

No caso desses caminhões autocarregáveis utilizados no setor sucroalcooleiro, essa análise se torna ainda mais importante. A especificação homologada no equipamento original exige um pneu radial capaz de trabalhar com alta capacidade de carga e velocidade compatível com a operação.

Ao longo dos últimos anos, o mercado brasileiro contou com diferentes pneus disponíveis na medida 405/70R20. Entretanto, entre essas alternativas, apenas uma reunia as características técnicas equivalentes à especificação homologada para essa aplicação.

As demais opções poderiam apresentar menor índice de carga, menor índice de velocidade ou características construtivas diferentes das requeridas pela operação.

Na prática, portanto, existiam opções de medida, mas praticamente não existia escolha quando o critério passava a ser a equivalência técnica.

E quando uma aplicação depende de um único produto capaz de reunir as características necessárias, o mercado perde algo importante: poder de escolha.

Comparativo técnico entre a referência homologada para a aplicação, o MAXAM MS910R e outras configurações disponíveis na medida 405/70R20 no mercado.

Uma necessidade do Brasil que chegou até a fábrica

Em 2026, com o início do trabalho da MAXAM no mercado brasileiro de pneus agrícolas e fora de estrada, uma das prioridades foi entender as particularidades das operações brasileiras.

Isso significa não apenas apresentar ao país um portfólio global, mas ouvir distribuidores, usuários e profissionais do setor para identificar quais produtos realmente fazem falta no mercado.

O 405/70R20 foi uma dessas necessidades.

A demanda foi identificada e rapidamente incorporada à estratégia de produto da marca para o Brasil. O resultado é a chegada ao país do MAXAM 405/70R20 MS910R, criando uma nova alternativa tecnicamente adequada para essa aplicação.

E não se trata apenas de disponibilizar mais um pneu na mesma medida.

O produto chega com especificações que atendem e, em pontos importantes, superam a referência requerida pela aplicação, oferecendo índice de carga e velocidade superiores, além de construção com cinta de aço.

Pela primeira vez, esse mercado passa a contar com uma nova possibilidade de escolha sem que isso signifique abrir mão das características técnicas exigidas pela operação.

Concorrência também é desenvolvimento de mercado

A entrada de uma nova alternativa é positiva não apenas para uma marca ou para um fornecedor. Ela é saudável para todo o mercado.

Para uma frota estimada em aproximadamente 500 equipamentos rodando no Brasil, depender de uma única alternativa tecnicamente equivalente limita as possibilidades de fornecimento, negociação e desenvolvimento.

Ter mais fabricantes capazes de oferecer produtos tecnicamente adequados significa ampliar possibilidades.

Significa poder comparar tecnologia, desempenho, disponibilidade, suporte e custo-benefício.

E significa, principalmente, não precisar escolher entre utilizar a especificação adequada ou simplesmente aquilo que está disponível naquele momento.

A proposta da MAXAM ao trazer o MS910R ao Brasil é justamente participar dessa evolução, oferecendo ao setor uma alternativa com tecnologia, especificação adequada e preço competitivo.

O mercado também precisa estar aberto ao novo

O setor de pneus é tradicional, e isso é particularmente perceptível nos segmentos agrícola e sucroalcooleiro. Marcas consolidadas construíram sua reputação ao longo de décadas, e essa história precisa ser respeitada.

Mas tecnologia e mercado continuam evoluindo.

Novos fabricantes investem em desenvolvimento, novos produtos chegam ao país e novas alternativas passam a estar disponíveis. Por isso, tão importante quanto uma empresa estar disposta a ouvir o mercado é o mercado estar disposto a conhecer, avaliar e testar novas soluções.

Mais do que olhar apenas para o nome estampado no flanco, é importante olhar para aquilo que tecnicamente o produto entrega.

O produto atende à carga necessária? Atende à velocidade da operação? Sua construção é adequada? Possui suporte? Apresenta uma relação de custo-benefício interessante?

São essas perguntas que deveriam conduzir a decisão.

Mais do que trazer um pneu, é preciso entender a operação

Talvez esse seja o ponto mais relevante da chegada do 405/70R20 MS910R ao Brasil.

O produto representa um exemplo de como a relação entre fabricante e mercado pode funcionar.

O Brasil apresentou uma necessidade. A aplicação foi analisada. A especificação foi estudada. E uma nova alternativa foi disponibilizada ao mercado.

Para um país com operações agrícolas tão particulares quanto as brasileiras, essa capacidade de ouvir e responder rapidamente é fundamental.

O setor sucroalcooleiro trabalha em condições que poucas regiões do mundo conseguem reproduzir em escala semelhante. Carga, velocidade, jornadas extensas, diferentes tipos de solo e alta intensidade operacional fazem com que nem sempre um produto disponível globalmente seja automaticamente a melhor resposta para o Brasil.

Por isso, desenvolver esse mercado passa primeiro por entendê-lo.

A chegada do MAXAM 405/70R20 MS910R amplia as possibilidades para uma aplicação que, durante anos, contou com apenas uma alternativa tecnicamente equivalente às suas exigências.

E talvez essa seja a principal mensagem para o mercado:

não basta procurar a mesma medida. É preciso procurar o pneu certo para a aplicação.

Agora, para essa operação, o mercado brasileiro passa a ter uma nova escolha.

*Juliana Leitão, responsável pelo desenvolvimento dos negócios agrícolas da MAXAM na América Latina