Mercado do açúcar busca recuperação nas bolsas enquanto mercado interno busca estabilidade
22-05-2026

Quinta-feira (21) foi marcada pela retomada das altas em Nova York e Londres, enquanto os indicadores brasileiros mostraram leve recuperação após sequência de perdas no mercado físico.

O mercado internacional do açúcar voltou a ganhar força nesta quinta-feira (21), recuperando parte das perdas registradas no pregão anterior e trazendo um ambiente mais positivo para as bolsas externas.

Em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o dia em alta. O julho/26 avançou 0,17 cent, fechando a 14,90 cents de dólar por libra-peso. O outubro/26 subiu 0,15 cent, para 15,37 cents/lbp, enquanto o março/27 ganhou 0,17 cent, encerrando o pregão a 16,23 cents/lbp. Os demais vencimentos também registraram valorização moderada.

Londres

Na ICE Europe, o açúcar branco acompanhou o movimento positivo. O contrato agosto/26 avançou US$ 4,00, sendo negociado a US$ 445,00 por tonelada. O outubro/26 também subiu US$ 4,00, para US$ 445,10, enquanto o dezembro/26 ganhou US$ 4,40, encerrando o dia a US$ 447,60 por tonelada. As demais posições também fecharam em alta.

Mercado interno

No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, apresentou recuperação nesta quinta-feira (21). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 94,08, com alta diária de 0,89%.

Apesar da reação no dia, o indicador ainda acumula retração de 3,91% em maio, refletindo o cenário de maior oferta e ritmo mais cauteloso nas negociações do mercado físico.

Análise

Segundo informações apuradas no portal Notícias Agrícolas, o mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta global e riscos climáticos para a próxima safra.

A Organização Internacional do Açúcar (OIA) revisou para cima sua projeção de superávit global na safra 2025/26, estimando produção recorde de 182 milhões de toneladas. Ainda assim, a entidade prevê um cenário mais apertado para 2026/27, com possível déficit global de aproximadamente 262 mil toneladas.

O mercado também monitora os impactos climáticos associados ao possível fortalecimento do El Niño, que pode comprometer a produção em importantes países exportadores, como Índia e Tailândia.

Além disso, a corretora Czarnikow projeta um superávit mais moderado para 2026/27, sustentado principalmente pelo aumento da produção chinesa. A consultoria alerta, porém, que eventuais problemas climáticos ou um maior direcionamento da cana brasileira para etanol podem reduzir rapidamente esse excedente.

Etanol

No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.356,00 por metro cúbico, com alta de 0,38% no comparativo diário.

Mesmo com a recuperação pontual, o indicador segue acumulando queda de 2,08% no mês.

Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias