Mercado do açúcar encerra semana em baixa com pressão do câmbio e avanço da safra
18-05-2026
Sexta-feira (15) fechou com novas perdas em Nova York e Londres, enquanto o mercado físico brasileiro manteve o movimento de queda nas cotações.
O mercado internacional do açúcar terminou a semana em baixa nesta sexta-feira (15), ampliando o movimento de correção observado nos últimos pregões diante da pressão cambial e da perspectiva de maior oferta global.
Em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam novamente no vermelho. O julho/26 recuou 0,19 cent, encerrando o pregão a 14,80 cents de dólar por libra-peso. O outubro/26 caiu 0,20 cent, para 15,29 cents/lbp, enquanto o março/27 perdeu 0,19 cent, fechando a 16,14 cents/lbp. Os demais vencimentos também registraram desvalorização.
Londres
Na ICE Europe, o açúcar branco acompanhou o movimento negativo. O contrato agosto/26 recuou US$ 4,40, sendo negociado a US$ 438,50 a tonelada. O outubro/26 caiu US$ 3,50, para US$ 439,00, enquanto o dezembro/26 perdeu US$ 3,70, encerrando o dia a US$ 441,40 a tonelada. As demais posições também fecharam em baixa.
No balanço da semana, o mercado seguiu bastante volátil, pressionado principalmente pelo avanço da safra brasileira e pelas oscilações do câmbio e do petróleo.
Mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou nova queda nesta sexta-feira (15). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 95,04, com recuo diário de 0,20%.
Com isso, o indicador acumula baixa de 2,93% em maio, refletindo um mercado físico ainda pressionado pela maior disponibilidade de produto neste início de safra.
Análise
Segundo o portal Notícias Agrícolas, a desvalorização do real frente ao dólar voltou a pressionar o mercado internacional do açúcar. O movimento favorece as exportações brasileiras, aumentando a competitividade do produto nacional no mercado externo e ampliando a pressão sobre as cotações.
O portal também destaca que o mercado segue atento às restrições nas exportações indianas. A Índia manteve a proibição para embarques de açúcar até setembro de 2026, medida que continua alimentando preocupações com a oferta global e ajudando a limitar perdas mais intensas nas bolsas internacionais.
Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias

