Mercado livre de energia avança e amplia a liberdade de escolha no país
21-01-2026

Modelo soma mais de 21,7 mil novos consumidores em 2025, responde por 43% do consumo nacional e acelera a modernização do setor elétrico brasileiro

O mercado livre de energia elétrica manteve ritmo acelerado de expansão em 2025 e consolidou seu papel como um dos principais vetores de modernização do setor elétrico no Brasil. No ano passado, mais de 21,7 mil novos consumidores passaram a contratar energia nesse ambiente, elevando o total para cerca de 85 mil participantes. Juntos, eles já respondem por aproximadamente 43 por cento de toda a eletricidade consumida no país, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

A ampliação reflete a busca de empresas por maior autonomia na contratação, preços mais competitivos e possibilidade de acesso direto a fontes renováveis. O avanço do modelo também tem impulsionado investimentos e contribuído para tornar o setor mais eficiente e alinhado às transformações em curso na matriz energética brasileira.

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a expansão do mercado livre é estratégica para fortalecer a segurança energética e preparar o país para um ambiente mais aberto e competitivo. Segundo ele, a evolução do modelo amplia a liberdade de escolha do consumidor e cria condições para novos aportes em geração e infraestrutura em todas as regiões.

“O crescimento do mercado livre de energia mostra como o país está avançando na modernização do setor elétrico. Estamos ampliando a liberdade de escolha do consumidor, promovendo mais competitividade e criando um ambiente favorável à atração de investimentos em todas as regiões brasileiras. Com a reforma do setor elétrico, a abertura para os pequenos consumidores será feita de forma gradual e responsável, sempre com foco na segurança energética e nas necessidades da população”, afirmou o ministro.

Atualmente restrito aos consumidores conectados em alta tensão, o mercado livre já tem abertura prevista de forma escalonada. O novo marco regulatório do setor elétrico assegura o direito de escolha do fornecedor e estabelece um cronograma para a ampliação do acesso.

De acordo com as regras vigentes, a entrada dos consumidores de baixa tensão das classes industrial e comercial está prevista até novembro de 2027. Já a abertura para os demais consumidores, incluindo o segmento residencial, deve ocorrer até novembro de 2028, ampliando de forma significativa o alcance do modelo no país.

Em 2025, os segmentos de serviços e comércio lideraram as migrações para o mercado livre de energia. Dados consolidados pela CCEE até dezembro indicam a entrada de 6.478 novos consumidores do setor de serviços e de 4.098 do comércio, evidenciando o peso dessas atividades na economia e o interesse por contratos mais flexíveis.

O crescimento também se mostrou distribuído regionalmente. Além do avanço expressivo nas regiões Sudeste e Sul, com mais de 14,7 mil novas adesões, o mercado livre registrou expansão relevante no Nordeste, com cerca de 3.500 novos consumidores, no Centro-Oeste, com aproximadamente 2.000, e no Norte, com cerca de 1.300, reforçando a capilaridade do modelo fora dos grandes centros urbanos.