Monalisa Sampaio Carneiro, da USFCar/Ridesa e presidente do ISSCT, será debatedora no 14º Cana Substantivo Feminino
10-03-2026

Encontro acontece em 26 de março, no Centro de Cana do IAC em Ribeirão Preto/SP. Inscrições pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/14-encontro-cana-substantivo-feminino/3304875

Dra. Monalisa Sampaio Carneiro, professora Titular da UFSCar e Coordenadora de Biotecnologia da Cana-de-Açúcar da UFSCar/ RIDESA é baiana de Feira de Santana, cresceu na fazenda de seus pais no semiárido Nordestino, ali presenciou a dura realidade em desenvolver a agropecuária com escassez de água. Onde a seca mata a lavoura e o gado.

Cursou Agronomia na Universidade Federal da Bahia. Seu primeiro estágio foi na Embrapa e fez toda a carreira de iniciação cientifica nessa instituição trabalhando com a cultura da banana. Na Universidade da Bahia fez seu mestrado também sobre banana.

Já o doutorado foi na Esalq. “O primeiro mapa de maracujá do mundo é minha tese de doutorado”, conta Monalisa, que teve passagem pela Universidade Federal de Goiás onde trabalhou com feijão. Em 2004, ao ser aprovada em um concurso na Federal de São Carlos, veio para Araras -SP. Nos dois primeiros anos, na UFSCar trabalhou a área de biotecnologia voltada ao feijão.

Em 2006, acontecia o boom da cana-de-açúcar como fonte renovável, atraindo atenção internacional.  “Recebíamos muitas visitas que queriam tratar da área de biotecnologia em cana e não havia quem lidasse com isso na UFSCar. Aí o Hermann Hoffman - coordenador de Melhoramento Genético da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa) -, convidou-me para ajudá-lo em algumas reuniões, tentar traduzir um pouco dessa parte técnica. Desde então, passei a trabalhar nesse grande desafio que é a cana-de-açúcar”, conta.

Em 2025, Monalisa foi eleita presidente do comitê da International Sugar Cane Society Technologies (ISSCT). É a primeira mulher a assumir a presidência nesta entidade fundada em 1924.

Monalisa participará do painel: “Como Conquistar uma Vaga e Crescer no Agro e no Setor Bioenergético”.