Metodologia em 3 dimensões promete transformar diagnóstico da Murcha da Cana
08-09-2026
I Grande Encontro de Doenças de Cana e II Simpósio Nacional da Síndrome da Murcha da Cana será realizado no dia 29 de setembro, em Ribeirão Preto/SP, e reunirá especialistas para discutir diagnóstico, impactos e estratégias de manejo. Inscrições abertas
Uma nova metodologia de campo que está redefinindo o controle da Síndrome da Murcha da Cana (SMC) será um dos destaques do I Grande Encontro de Doenças de Cana e II Simpósio Nacional da Síndrome da Murcha da Cana, que será realizado no dia 29 de setembro, no Centro de Cana do Instituto Agronômico (IAC), em Ribeirão Preto/SP.
O método será apresentado pelo consultor da VS8 Agrisolutions, Victor Silveira. Segundo ele, o desafio em diagnosticar e manejar corretamente a SMC está no fato de que a síndrome envolve um complexo de patógenos que pode ocupar diferentes espaços do canavial simultaneamente, exigindo uma leitura integrada do problema.
Durante o evento, o consultor apresentará uma proposta de avaliação em três dimensões: solo, palhada e parte aérea da planta. “Cada dimensão tem seus próprios sinais, seu próprio momento crítico e sua própria resposta ao manejo. Quando o produtor olha só para a folha, ele enxerga a consequência, não a causa. Quando foca apenas no solo, perde a leitura do que já avançou para dentro do colmo. Portanto, analisar por diferentes perspectivas não é rigor acadêmico. É a diferença entre tratar o sintoma e tratar o problema.”
Silveira salienta que um diagnóstico mais preciso permite transformar a identificação da doença em tomadas de decisão mais assertivas. “Diagnóstico não é só entregar um ‘sim, tem murcha’. Ele entrega prioridade: quais talhões precisam de ação imediata, quais podem aguardar o próximo ciclo e quais já ultrapassaram o ponto onde o controle ainda é economicamente viável.”
A estratégia de controle adotada também fica mais objetiva e menos onerosa, uma vez que, sem um diagnóstico segmentado, o produtor tende a aplicar a mesma receita em toda a área, independentemente de onde esteja o problema. “Cada dimensão aponta para um manejo diferente. Quando a murcha está concentrada no solo, a resposta passa por outro tipo de manejo do que quando ela já avançou para a palhada ou parte aérea da planta”, explica o consultor.
Silveira reforça que um dos maiores equívocos do setor é tratar a SMC como consequência da seca e esperar que a chuva resolva o problema. Segundo ele, o estresse hídrico só revela um dano que já estava se formando havia algum tempo. “Outro erro comum é olhar para o problema de forma isolada, tratando-o como caso pontual em vez de reconhecê-lo como um padrão que já avança de forma expressiva em diferentes regiões produtoras. E o terceiro, talvez o mais silencioso, é diagnosticar apenas no momento da colheita, quando o prejuízo já está consolidado.”

A palestra de Victor Silveira durante o I Grande Encontro de Doenças de Cana e II Simpósio Nacional da Síndrome da Murcha da Cana trará uma atualização importante sobre a SMC, mostrando, inclusive, como reconhecer seus sinais no campo e diferenciá-los de outros problemas, como estresse hídrico, deficiência nutricional e presença de pragas de solo. As inscrições estão abertas.
Serviço
I Grande Encontro de Doenças da Cana e II Simpósio Nacional da Síndrome da Murcha da Cana
Data: 29/09/2026
Local: Centro de Cana do IAC – Ribeirão Preto/SP
Mais informações: (16) 99181-3350 ou (16) 99701-2900
Assessoria de imprensa: leonardo@canaonline.com.br

