Para 2026, a expectativa é de boas notícias envolvendo as unidades do Grupo João Lyra, inclusive com a possibilidade de a Usina Guaxuma voltar a moer
19-12-2025

 Em 2014, a Agroindustrial Laginha, de propriedade de João Lyra teve falência decretada. Entre as propriedades do grupo estavam três usinas em Alagoas e duas unidades em Minas Gerais. As de Minas foram vendidas, já as de Alagoas, a Laginha e Guaxuma foram fechadas, e a Uruba foi arrendada para uma cooperativa de produtores de cana, a Coopervales, que manteve a indústria em atividade.

Nos últimos dias, boas notícias circulam em Alagoas em relação à Laginha Agroindustrial, o processo judicial está sendo finalizado, as dívidas foram pagas e a empresa está em transição para voltar à família de João Lyra, saindo da gestão do administrador judicial e sendo direcionada aos seis filhos do empresário.

Segundo fontes, os filhos de João Lyra não irão “encabeçar” as atividades, mas participarão dos negócios. O contrato de renovação da Uruba com a Coopervales já foi renovado com a anuência da família. Outra ação importante foi a parceria que a família Lyra fez com o Grupo EQM – Eduardo de Queiroz Monteiro – para a reativação da área agrícola da Usina Laginha. O Grupo EQM conta com três usinas: Cucaú, em PE, Estivas, em RN e Utinga, em Alagoas.

A cana cultivada nas terras da Laginha deverá seguir para moagem na Usina Utinga. No momento, não há perspectivas de reativar a Laginha, pois exige alto investimento (a área industrial foi vítima de saques), além disso, só tem destilaria, não produz açúcar.

Já a Usina Guaxuma, localizada em Coruripe, tem 70% de sua indústria preservada, o investimento maior será na caldeira. A Usina tem extensa área agrícola que está sendo recuperada dos invasores. Assim, suas condições são bem mais favoráveis para a reativação. Os herdeiros de João Lyra estudam a possibilidade de colocar a Guaxuma para moer, provavelmente já na safra 2026/27, por meio de parceria com um grupo empresarial ou com uma cooperativa.

Fonte: CanaOnline