PGPM da cana evitaria crise com tarifaço dos EUA nem demandaria subvenção agora, pontua AFCP no Ministério da Fazenda
26-02-2026

A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do governo brasileiro, em vigor desde 1943 para assegurar a remuneração mínima aos produtores rurais quando os preços de mercado caem abaixo do custo de produção, poderia ter evitado a crise enfrentada pelo setor da cana nordestina diante dos efeitos do tarifaço dos EUA, com derrocada dos preços.

A questão foi colocada por Alexandre Andrade Lima, que é o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de PE (AFCP) para o  secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dário Durigan, em reunião no seu gabinete em Brasília nesta quarta-feira (25). A cana segue sendo uma das poucas culturas não incluídas no PGPM, o que causou estranheza do gestor.

Alexandre, juntamente com os presidentes de entidades canavieiras dos estados produtores do Nordeste foram reivindicar uma subvenção econômica ao gestor da pasta diante da crise pela falta de políticas específicas para essas situações emergenciais.

“Se tivesse o PGPM para a cana, não estaríamos aqui pleiteando a subvenção. E há anos, reivindicamos o PGPM, sendo negado sem nenhum explicação, mesmo havendo critérios técnicos para a sua inclusão. Inclusive, colocamos à disposição para demonstrar ao Ministério”, realçou Lima.

O secretário se mostrou interessado em saber mais a respeito sobre o FGPM para a cana. Já em relação à subvenção emergencial, não se opôs. E adiantou que precisará estudar mais a respeito. A agenda com o setor canavieiro foi uma intermediação do presidente da Câmara Federal, o deputado Hugo Mota (Repub/PB).