Produtor de Jaboticabal aposta na rotação de culturas e colhe três safras em 17 meses
02-06-2026
Durante visita do Cana Show Itinerante à propriedade de Sérgio Nakagi, em Jaboticabal (SP), o produtor mostrou como a rotação de culturas tem ajudado a recuperar a produtividade dos canaviais, melhorar a saúde do solo e aumentar a rentabilidade da fazenda.
Nakagi conta que a inspiração veio de uma prática antiga da fazenda, quando áreas eram cedidas para o cultivo de grãos antes do retorno da cana. Naquele período, a produtividade chegava a 160 toneladas por hectare. Com o avanço do sistema de cana sobre cana, esse desempenho caiu, levando o produtor a retomar a rotação e dar mais tempo de descanso ao solo.
O sistema começa com soja sobre a palha da cana, aproveitando a cobertura para conservar a umidade. Depois, entram culturas de safrinha, como milho, sorgo, feijão e, em algumas áreas, trigo. Mais recentemente, o girassol passou a integrar o manejo como opção de inverno.
Para o produtor, a escolha das culturas precisa considerar não apenas o aspecto agronômico, mas também o financeiro. Segundo ele, não basta a cultura funcionar bem no campo: ela precisa ter mercado, gerar retorno e contribuir para o equilíbrio das contas da propriedade.
Na prática, o modelo permite colher até três culturas em 17 meses. Nesse intervalo, a área pode receber soja, girassol e amendoim antes de voltar à cana. O produtor observa que, no mesmo período, um canavial recém-plantado ainda não teria chegado ao primeiro corte, o que reforça a importância do fluxo de caixa das culturas de ciclo curto.
Embora a cana siga como principal atividade da fazenda, Nakagi afirma que a rotação tem trazido ganhos consistentes. Além de gerar renda com outras culturas, o sistema contribui para recuperar o solo e elevar a produtividade do canavial.
O caso mostra como a integração entre cana e culturas rotacionais pode unir sustentabilidade, eficiência agronômica e resultado econômico, tornando a rotação uma ferramenta de gestão no campo.
Confira:

