Programa Cana IAC levanta dados de produtividade de 60% da área colhida no Brasil e reconhece empresas com melhor desempenho
15-09-2026

Prêmio Produtividade com Modernidade é baseado na produtividade e na adoção de novas variedades

O maior levantamento do Brasil para apurar o impacto da adoção de novas variedades na produtividade da cana-de-açúcar para a safra 2025/26 resultou nas vencedoras do Prêmio Produtividade com Modernidade – Programa Cana IAC. Dentre as 226 unidades produtoras participantes de 16 estados, nas 13 principais regiões canavicultoras do Brasil, o Prêmio Nacional de Produtividade, promovido pelo Instituto Agronômico (IAC-APTA), foi para a Usina São Luiz, do Grupo Quagliato, que obteve o primeiro lugar, seguida por Usina Nova União, do Grupo Denusa, e Usina Santa Lúcia, do Grupo homônimo, segunda e terceira colocadas, respectivamente. A premiação foi realizada no último dia 9 de setembro, em Ribeirão Preto.

Nesta 4ª edição do Prêmio, o Programa Cana IAC aferiu dados de 5,3 milhões de hectares, o que representa 60% da área colhida no Brasil. Para chegar aos resultados, são considerados os mesmos ambientes de produção, incluindo solo, clima e regime hídrico. O pré-requisito para concorrer é produzir no mínimo 500 mil toneladas na safra e cultivar variedades lançadas, em média, há menos de 15 anos.

Além das três líderes nacionais, foram reconhecidas as unidades mais produtivas por região. No estado de São Paulo, há seis vencedoras nas regiões de Araçatuba, Assis, Jáu, Piracicaba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Em cada uma dessas localidades, as ganhadoras foram, nesta ordem: Usina Diana, do Grupo Santa Isabel, dentre 25 concorrentes; Usina São Luiz, do Grupo Quagliato, frente a dez concorrentes; Usina Ferrari, do Grupo homônimo, que superou 21 participantes; Usina Santa Lúcia, do Grupo Santa Lucia, dentre 15 concorrentes; Usina São Martinho, do Grupo homônimo, venceu 22 concorrentes; e Usina Potirendaba, do Grupo Cofco, diante de 21 concorrentes.

Nos demais estados do Brasil, as premiadas são Usina Porto Rico, do Grupo Tenório, vencedora no estado de Alagoas, dentre 15 concorrentes; Usina Petribu, do Grupo Petribu, representante dos estados das regiões Norte e Nordeste, exceto Alagoas e Tocantins, que superou 11 concorrentes. Nos estados de Goiás e Tocantins, a vencedora foi a Usina Nova União, do Grupo Denusa, dentre 20 concorrentes. Nos estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, venceu a Usina Caarapó, do Grupo Raízen, frente a 20 concorrentes. A Usina Uberaba, do Grupo Balbo, superou 21 concorrentes da Região do Triângulo Mineiro. A Usina Passos, do Grupo Ipiranga, venceu 11 participantes das regiões Norte e Centro-Oeste de Minas Gerais, Região Sul da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A Usina Jacarezinho, do Grupo Maringá, foi a vencedora pelo Paraná, frente a 14 participantes.

Dentre as usinas que se destacaram, entre as 11 mais produtivas, estão também Usina Cox, do Grupo de mesmo nome; Usina Volta Grande, do Grupo Delta, Agrícola Nova América, do Grupo Nova América, e Usina Santa Maria, do Grupo J Pilon.

Para Marcos Landell, líder do Programa Cana IAC e coordenador do Instituto Agronômico, a alternância de empresas ganhadoras nas quatro edições do Prêmio mostra que as unidades produtoras estão empenhadas em ampliar a produção, investindo em novas variedades e outras tecnologias recomendadas pela equipe.

“Ficamos muito satisfeitos com a grande participação dos colaboradores das empresas produtoras, empresas geradoras de insumos para o setor canavieiro, estudantes e consultores. Esta 4ª edição do Prêmio Produtividade com Modernidade alcançou o maior público desde o início desta ação”, afirma o coordenador do evento, Rubens Braga Junior.

Como é feito o levantamento

Para chegar aos resultados, a equipe do Programa Cana IAC faz o levantamento com uso de questionários, protegidos por sigilo. O Índice IAC de Produtividade com Modernidade é obtido por meio da equação IPM = TAH5 – 0,20 x ILV, em que o TAH5 — toneladas de ATR por hectare — é dado pela média aritmética dos cinco primeiros cortes da unidade produtora. ATR significa Açúcares Totais Recuperáveis, o principal indicador de qualidade da matéria-prima no setor sucroenergético. Ele mede, em quilogramas por tonelada de cana, a quantidade de açúcares que podem ser efetivamente extraídos e convertidos em produtos como açúcar e etanol. Já o ILV (Índice de Liberação Varietal) revela a idade média das variedades utilizadas.