RAS Company adota o plantio “estacão” e irrigação para elevar produtividade da cana
17-09-2026

Cana Show Itinerante visitou a RAS Company, em Colina/SP

O Cana Show Itinerante visitou a RAS Company, em Colina (SP), para conhecer o manejo adotado pela empresa na produção de cana-de-açúcar. Segundo Julio Campanhão, consultor agronômico, a RAS tem canaviais que chegam a 15 cortes, com média superior a 100 toneladas de cana por hectare (TCH). Um dos destaques é o plantio de cana pelo modelo “estacão”. Diferentemente do sistema convencional, em que a muda é posicionada deitada no sulco, a cana é colocada em forma de estaca de 2 gemas a 45 graus.

Em uma área com a variedade RB12 7825, o plantio convencional registrou 108,7 TCH, enquanto o sistema estacão alcançou 125,8, incremento de 17 TCH apenas com a mudança no posicionamento da muda, sem considerar que no plantio convencional gasta-se aproximadamente 12 t de mudas por hectare, e no modelo estacão de 2 gemas a 45 graus gasta-se 3 t de mudas por hectare, uma economia significativa. O plantio pelo sistema estacão na empresa é utilizado apenas para multiplicação de novas variedades promissoras, chegando a taxas de desdobra de 1:40.

Na comparação com o benchmark regional, Campanhão afirma que a RAS produz, historicamente, 24% a mais no primeiro corte, 31% no segundo e 39% no terceiro. Nos canaviais acima de cinco cortes a produtividade fica 71% superior à média da região, graças ao repovoamento sistemático dos canaviais. A nutrição das plantas e a correção do solo imputam ganho de peso de colmos e o replantio imputa aumento da população de colmos por hectare, daí o manejo conjunto leva a estas produtividades elevadas, acima do potencial dos solos.

Para reduzir os impactos dos anos secos e ampliar a longevidade dos canaviais, o grupo passou a investir em irrigação por pivô. Atualmente, 24% da área é irrigada, com ganho de produtividade de 35% registrado na safra passada, enquanto 76% permanecem em sequeiro. A expansão, no entanto, é limitada pela disponibilidade de água.

“Os acionistas acreditam tanto no retorno com a irrigação que instalaram pivôs em áreas arrendadas. Mas, para nós, a irrigação ainda é uma prática nova; estamos aprendendo a lidar com ela”, observou Campanhão.