RAS Company utiliza cana e coprodutos para ampliar eficiência no confinamento
04-09-2026
Objetivo é trabalhar com ganho médio diário em torno de 1,5 quilo por animal
O Cana Show Itinerante conferiu o confinamento da RAS Company, em Colina (SP), que tem na cana-de-açúcar uma das bases de sua estratégia produtiva. Segundo Fernando Emanuel, gerente da unidade, a operação possui capacidade estática para 22 mil cabeças. Em 2025, a pecuária do grupo produziu 130 mil animais abatidos. Para este ano, a meta é chegar a 180 mil cabeças. Até 30 de junho, já haviam sido abatidos 88 mil animais.
A unidade fornece cerca de 350 toneladas de ração por dia. Um dos diferenciais está na diversidade de ingredientes disponíveis em São Paulo, pela proximidade com cadeias agroindustriais como a sucroenergética, citrícola, cervejeira e de etanol de milho. “Hoje trabalhamos com oito ingredientes. Não chamamos de subprodutos, e sim de coprodutos”, destaca Emanuel.
Entre os itens utilizados estão silagem de cana de produção própria, bagaço de cana, DDGS, resíduos da indústria cervejeira e polpa cítrica peletizada. Para o gerente, a formulação das dietas busca menos o ganho máximo e mais a melhor margem econômica. O objetivo é trabalhar com ganho médio diário em torno de 1,5 quilo por animal.
A cana ocupa papel central nesse sistema. A silagem entra como fonte de fibra, enquanto o bagaço é utilizado in natura, vindo de usinas parceiras. Segundo Emanuel, o uso da cana melhora a palatabilidade e contribui para a saúde animall. “Para nós, a cana é fundamental. Além de ajudar na economia circular, o boi gera o esterco, o esterco aduba a cana e esse ciclo continua todos os anos”, resume.
O esterco gerado no confinamento retorna às áreas agrícolas como fertilizante orgânico. Em um ciclo médio de 100 dias, cada boi pode produzir entre 1 e 1,2 tonelada de esterco. O material é retirado dos currais conforme a necessidade e reaproveitado na lavoura, contribuindo para a produtividade da cana.
Confira no vídeo os detalhes.

