Safra 2025/26 de grãos deve atingir 353,4 milhões de toneladas
13-02-2026
Produção cresce 0,3% com área de 83,3 milhões de hectares
Por Andréia Vital
Com a colheita das culturas de primeira safra em andamento, o Brasil caminha para colher 353,4 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2025/26, segundo o 5º Levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta quinta-feira (12). O volume representa alta de 0,3% sobre 2024/25 e mantém a perspectiva de maior resultado da série histórica da estatal.
A área plantada deve alcançar 83,3 milhões de hectares, expansão de 1,9% ou 1,5 milhão de hectares frente à temporada anterior. A produtividade média nacional tende a recuar 1,5%, passando de 4.310 quilos por hectare em 2024/25 para 4.244 quilos por hectare em 2025/26.
A soja deve atingir 178 milhões de toneladas, aumento de 6,5 milhões de toneladas e novo recorde para a cultura. A colheita alcança 17,4% da área semeada, ritmo superior ao do mesmo período de 2024 e próximo da média dos últimos cinco anos. Em Mato Grosso, principal produtor, os trabalhos chegam a 46,8% da área, com produtividades próximas às estimativas iniciais.
Para o milho, a produção total está projetada em 138,4 milhões de toneladas, recuo de 1,9% em relação ao ciclo anterior. A primeira safra ocupa 4 milhões de hectares, crescimento de 7,2%, com produção estimada em 26,7 milhões de toneladas, alta de 7,1%. A segunda safra deve ocupar 17,9 milhões de hectares. O plantio atingia 21,6% da área prevista na primeira semana de fevereiro, com produção projetada em 109,3 milhões de toneladas.
No arroz, a área é estimada em 1,6 milhão de hectares, queda de 11,6%, com produção prevista de 10,9 milhões de toneladas. No Rio Grande do Sul, maior produtor, as lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e os mananciais registraram recuperação recente. Mesmo com retração de área, o volume é considerado suficiente para o abastecimento interno.
O feijão deve somar perto de 3 milhões de toneladas nas três safras. A primeira safra ocupa 804,7 mil hectares, redução de 11,4%, com produção estimada em 967,2 mil toneladas, 9% inferior à anterior. Em Minas Gerais, a produção deve alcançar 224,6 mil toneladas, alta de 9,5%, colocando o estado na liderança do primeiro ciclo.
Para o algodão, a área deve atingir 2 milhões de hectares, retração de 3,2%, com produção estimada em 3,8 milhões de toneladas de pluma. A semeadura alcançava 88,1% da área prevista.
No mercado, a safra 2024/25 de milho registrou exportações de 41,5 milhões de toneladas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O consumo interno avançou de 84 milhões para 90,5 milhões de toneladas, novo recorde, impulsionado pelo maior uso do grão na produção de etanol.
Para 2025/26, a expectativa é de exportações de 46,5 milhões de toneladas e consumo doméstico de 94,5 milhões de toneladas. Os estoques de passagem projetados para janeiro de 2027 devem permanecer próximos de 12 milhões de toneladas.

