Sifaeg intensifica ações de prevenção a incêndios rurais
02-06-2026
Setor bioenergético investe R$ 150 milhões em estrutura de combate ao fogo durante o período de estiagem
Com a intensificação do período seco em Goiás e o aumento do risco de queimadas, o Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg) reforça a campanha de conscientização e prevenção a incêndios em áreas rurais. As usinas estão em plena safra, produzindo etanol, açúcar e bioeletricidade, e reforçam anualmente suas estruturas de prevenção durante os meses mais críticos do período seco.
Além da articulação institucional com órgãos públicos e entidades parceiras, o Sifaeg também investe em comunicação direta com a sociedade por meio de campanhas em emissoras de rádio, outdoors e outros canais de informação.
Configurar crime ambiental é apenas uma das consequências do uso do fogo em áreas de vegetação. As queimadas também representam uma ameaça direta ao fornecimento de energia elétrica, podendo provocar curtos-circuitos, interrupções no abastecimento e danos à infraestrutura. Os prejuízos afetam não apenas as atividades agroindustriais, mas também serviços essenciais à população, como hospitais, escolas, comércios e indústrias.
Prejuízos ambientais, econômicos e à saúde
Os incêndios, sejam de origem acidental ou criminosa, provocam danos significativos ao meio ambiente e à saúde da população. A fumaça libera gases e partículas que agravam doenças respiratórias, além de comprometer a qualidade do ar.
No campo, o fogo pode destruir áreas produtivas, reduzir a produtividade agrícola, causar prejuízos financeiros e afetar diretamente a fauna e a flora do Cerrado.
Entre as medidas preventivas recomendadas estão a não utilização de fogo para limpeza de terrenos, a manutenção de aceiros, a destinação correta de resíduos, o descarte adequado de materiais inflamáveis e a proibição de soltar balões ou acender fogueiras próximas a áreas de vegetação.
Investimentos
Nos últimos anos, as 38 usinas de bioenergia em operação em Goiás investiram aproximadamente R$ 150 milhões em ações de prevenção e combate a incêndios.
As empresas do setor mantêm programas permanentes de conscientização junto a colaboradores, fornecedores, produtores rurais e comunidades vizinhas. Paralelamente, investem em equipamentos, tecnologia e capacitação para reduzir riscos e garantir respostas rápidas diante de ocorrências.
Ampliação da capacidade de combate a incêndios
Os aviões têm se tornado importantes aliados das usinas bioenergéticas na prevenção e no combate a incêndios. Utilizadas para monitoramento aéreo, as aeronaves permitem identificar rapidamente focos de fumaça e incêndios em grandes extensões de lavouras, muitas vezes antes que as chamas ganhem grandes proporções.
Além da detecção precoce, os aviões auxiliam na coordenação das operações de combate, fornecendo informações em tempo real sobre a localização e o avanço do fogo.
O uso dessa tecnologia complementa o trabalho das brigadas terrestres e reforça os esforços do setor na proteção das lavouras, das áreas de preservação ambiental e das comunidades vizinhas.
Vale ressaltar que a maioria dos equipamentos das usinas conta com recursos de inteligência artificial, capazes de identificar automaticamente sinais de incêndio e indicar a localização exata do foco para o acionamento imediato das equipes de combate.

Outros equipamentos e ações
- Drones equipados com sensores térmicos e câmeras de alta resolução para identificar pontos de calor antes mesmo que a fumaça seja visível;
- Sistemas de monitoramento por satélite que enviam alertas automáticos com as coordenadas dos focos de incêndio;
- Torres de observação com câmeras 360 graus, zoom óptico e sensores infravermelhos, com alcance visual de até 10 quilômetros.
- Brigadas integradas aos sistemas de geolocalização para otimizar deslocamentos e estratégias de combate;
- Caminhões-pipa, tratores adaptados, quadriciclos e veículos especializados para atuação em diferentes tipos de terreno;
- Sensores de solo que monitoram alterações de temperatura e umidade;
- Aplicativos e canais digitais de comunicação com produtores rurais e comunidades vizinhas para denúncias e alertas em tempo real.

Brigadistas
O presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, André Rocha, destaca que as agroindústrias de bioenergia mantêm uma ampla estrutura dedicada à prevenção e combate aos incêndios.
"Atualmente, as empresas associadas contam com cerca de 4.500 colaboradores atuando em brigadas de incêndio, aproximadamente 700 caminhões-pipa e mais de 200 veículos de apoio. O trabalho é realizado em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, prefeituras municipais e órgãos ambientais estaduais", afirma.
Ele ressalta ainda que a maior parte dos focos de incêndio tem origem fora das áreas de cultivo. "Importante lembrar que os focos de incêndio quase sempre começam fora dos canaviais, em áreas próximas ou às margens de rodovias", observa.
Prevenção é responsabilidade de todos
O Sifaeg reforça que a prevenção continua sendo a medida mais eficiente para evitar incêndios e minimizar seus impactos. O combate ao fogo exige investimentos, tecnologia e equipes especializadas, mas depende também do compromisso coletivo da população.
"A conscientização, o respeito às normas ambientais e a adoção de práticas seguras no meio rural são fundamentais para proteger vidas, preservar o meio ambiente e garantir a continuidade das atividades produtivas no campo" finaliza André Rocha.

