Tecnologia Brasileira com Microrganismos Aumenta Produtividade do Milho em Até 23,6%, Aponta Estudo da Cogny
30-01-2026

Desenvolvido em parceria com a Embrapa, o bioinsumo melhora a absorção de fósforo no solo, eleva o teor nutricional dos grãos e já é adotado em milhões de hectares pelo país.

Inovação Nacional Impulsiona o Desempenho das Lavouras de Milho

Uma tecnologia brasileira baseada em microrganismos está transformando a produtividade das lavouras de milho em todo o país. Desenvolvido em conjunto pela Cogny — ecossistema que reúne as empresas Simbiose e Bioma — e pela Embrapa Milho e Sorgo, o solubilizador de fósforo tem se mostrado eficaz em aumentar a disponibilidade do nutriente no solo e melhorar a absorção pelas plantas.

Ensaios de campo realizados em diferentes regiões do Brasil indicam que o uso do bioinsumo pode elevar a produtividade em até 23,6%, com resultados consistentes tanto em áreas de alta quanto de baixa fertilidade.

Pesquisas Comprovam Ganhos de Produtividade e Qualidade Nutricional

Estudos conduzidos ao longo de cinco safras agrícolas em Santo Antônio de Goiás (GO) e Sete Lagoas (MG), pela equipe da Embrapa Milho e Sorgo, demonstraram que o uso do solubilizador proporcionou ganhos médios de 930 kg/ha em solos ricos em fósforo e 1,6 tonelada/ha em áreas de baixa fertilidade.

Além do aumento de rendimento, os pesquisadores observaram melhorias na qualidade nutricional dos grãos. Segundo artigo publicado por Oliveira-Paiva et al. (2024), o teor de fósforo nos grãos subiu 36,5% em solos férteis e 20,3% em áreas com baixa disponibilidade do nutriente ao longo das cinco safras analisadas.

Microrganismos Exclusivos Atuam Direto na Rizosfera

De acordo com os especialistas, o desempenho do bioinsumo está relacionado à presença de microrganismos exclusivos — as cepas B119 e B2084 — que atuam na rizosfera das plantas (região próxima às raízes), promovendo a solubilização do fósforo que, em condições naturais, permanece preso em formas não disponíveis.

Os estudos identificaram a produção de biofilme, exopolissacarídeos (EPS), fosfatases, sideróforos e ácidos orgânicos, substâncias que aumentam a mobilidade e absorção do fósforo mesmo em solos de diferentes tipos e condições climáticas.

“O uso do solubilizador é uma ferramenta estratégica dentro do manejo nutricional moderno, pois melhora o aproveitamento dos nutrientes e contribui para uma agricultura mais sustentável e rentável”, explica o engenheiro agrônomo MSc Ivan Carlos Zorzzi, líder de Agronomia da Cogny.

Resultados Consistentes em Diversas Regiões do Brasil

A tecnologia vem apresentando resultados positivos também em condições reais de campo, em estudos conduzidos por consultorias e instituições de pesquisa nas principais regiões produtoras do país.

De acordo com levantamentos, os ganhos de produtividade variam de 8,5 a 26,4 sacas por hectare, dependendo do sistema de cultivo e das condições locais. Esses números comprovam a eficiência agronômica e o retorno econômico da solução para os produtores rurais.

“O desempenho consistente explica por que a tecnologia tem sido rapidamente adotada. Já são dezenas de milhões de hectares tratados em culturas como soja, milho, feijão e cana-de-açúcar, gerando impacto financeiro relevante no agronegócio”, afirma o engenheiro agrônomo Dr. Bruno Agostini Colman, gerente de Produtos e Dados Agronômicos da Cogny.

Sustentabilidade e Rentabilidade para o Agronegócio

Os resultados dos estudos apontam que o uso de bioinsumos baseados em microrganismos é um caminho sustentável e economicamente vantajoso para a agricultura brasileira. Ao tornar o fósforo mais acessível às plantas, o solubilizador reduz a necessidade de fertilizantes minerais, diminui custos e aumenta a eficiência das lavouras.

“Trata-se de uma inovação que alia produtividade, sustentabilidade e rentabilidade — pilares essenciais da agricultura moderna”, conclui Zorzzi.

Fonte: Portal do Agronegócio