Tecnologia e capacitação definem competitividade no campo, diz presidente do GMEC
O IX Seminário GMEC 2025, realizado nesta terça-feira em Ribeirão Preto - SP, reuniu profissionais de mecanização do setor sucroenergético para debater tendências, desafios operacionais e novas tecnologias. Organizado pelo Grupo de Motomecanização do Setor Sucroenergético (GMEC), o encontro é reconhecido pela troca prática de experiências entre usinas e fabricantes.
Para o presidente do GMEC e gerente corporativo agrícola da Usina Santa Isabel, Wilson Agapito, a tecnologia deixou de ser diferencial e tornou-se requisito mínimo de competitividade. “Se você não busca tecnologia e não acompanha o que o mercado está praticando, começa a ficar para trás”, afirmou. Segundo ele, a defasagem impacta diretamente o rendimento operacional, a disponibilidade das máquinas e os custos.
Agapito também chamou atenção para a lacuna geracional no setor. “Os mais velhos estão presentes, mas os mais novos não estão participando. Eles perdem uma oportunidade de ouro. É formação, é crescimento e resultado para as empresas”, disse. O seminário contou com apresentações sobre desempenho, manutenção e inovações, com destaque para o custo dos pneus, item frequentemente subestimado, mas capaz de pressionar severamente o orçamento. O GMEC já planeja para 2026 um evento técnico dedicado ao tema.
Outro ponto tratado foi a colheita em duas linhas, vista por Agapito como oportunidade estratégica. “O cavalo selado só passa uma vez. Quem não entrar agora perde”, afirmou, defendendo adoção imediata antes da adaptação industrial.
Sobre a safra, o executivo informou que as três unidades da Santa Isabel devem concluir a moagem antes do pico das chuvas e que a região foi favorecida por boas precipitações. O grupo deve superar 80 t/ha de produtividade média, com unidades chegando a 90 t/ha. “Nosso ATR está muito bom. O que pesa hoje é o preço. Mas quem faz o dever de casa está lastreado para enfrentar crises”, concluiu.
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